X

Fale Conosco:

Aguarde, enviando contato!
Escândalo: MP investiga o médico Ítalo de Castro Cardoso, filho da prefeita de Matina por acumulo de cargos.
  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter

Escândalo: MP investiga o médico Ítalo de Castro Cardoso, filho da prefeita de Matina por acumulo de cargos.

Causou forte repercussão na região a instauração de Inquérito Civil pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) para apurar possíveis irregularidades envolvendo o médico Ítalo Franco de Castro Cardoso, filho da prefeita de Matina, Olga Gentil de Castro Cardoso.

A investigação foi aberta pela Promotoria de Justiça de Santa Maria da Vitória e publicada no Diário da Justiça nº 3.990, na última sexta-feira (27). O procedimento, registrado sob o IDEA nº 717.9.281577/2024, apura indícios de acúmulo irregular de funções no âmbito do serviço público municipal.

De acordo com a portaria, o médico ocupa o cargo comissionado de diretor clínico do Hospital Municipal Dr. José Borba, em Santa Maria da Vitória, ao mesmo tempo em que presta serviços à mesma unidade por meio da empresa Clínica Médica e Odontológica Castro LTDA-ME, da qual é proprietário.

Segundo o MP-BA, somente ao longo de 2023, os pagamentos destinados à empresa somaram R$ 404.295,00 — montante considerado elevado para um único prestador de serviço e que chamou a atenção dos órgãos de fiscalização.

O promotor de Justiça Jürgen W. Fleischer Jr. apontou possíveis indícios de sobreposição de carga horária, destacando que pode haver incompatibilidade temporal entre as atribuições do cargo comissionado e os serviços contratados via pessoa jurídica. Também está sob análise a legalidade da Inexigibilidade de Licitação nº 001/2022, utilizada para formalizar a contratação.

Como parte das diligências, os secretários municipais de Administração e de Saúde foram notificados para apresentar, no prazo de 15 dias, documentos como folhas de pagamento, contratos e registros de frequência funcional. O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia também foi oficiado para informar se há auditorias ou procedimentos relacionados ao caso.

A abertura do inquérito tem como objetivo reunir provas e esclarecer se houve violação aos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade e moralidade administrativa. O caso segue sob apuração e poderá resultar em medidas judiciais ou administrativas, a depender das conclusões do Ministério Público.

Por Clóvis Junior – MTBE: 7281/BA

Imprimir
  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter