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Cacul?: Dentista acusado de exercer profiss?o ilegalmente rebate acusa??es divulgadas na m?dia.
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Cacul?: Dentista acusado de exercer profiss?o ilegalmente rebate acusa??es divulgadas na m?dia.

“Eu passei cinco anos numa faculdade, estudei, me formei, tenho meu diploma… Eu não sou falso”, diz dentista acusado de exercer a profissão ilegalmente.

Na última quarta-feira (19) em uma ação do Conselho Regional de Odontologia (CRO-BA), em Caculé, foram apreendidos equipamentos em um consultório odontológico, que, segundo o órgão, funcionava de maneira irregular. A ação gerou grande repercussão e foi amplamente divulgada pela mídia, onde, em alguns veículos, foi afirmado que se tratava de um “falso dentista preso”.

Nesta sexta-feira (21) a redação do Informe Cidade entrou em contato com Vicente de Paula Pereira Soares, de 48 anos, proprietário do consultório vistoriado pelo CRO-BA, com o objetivo de ter maiores informações sobre o ocorrido e ouvir a sua versão dos fatos. Vicente de Paula disse que foi abordado na rua pelos representantes do Conselho Regional de Odontologia e que os acompanhou até o consultório que, segundo ele, já está fechado há alguns meses. “Mesmo sem apresentar nenhum tipo de mandado de busca e apreensão, ou qualquer outro documento, eu abri o consultório e eles tiveram livre acesso ao local e a meus equipamentos e instrumentais que utilizava para as práticas durante a faculdade”, disse Vicente de Paula.

Questionado sobre a “falsidade” de sua profissão, Vicente de Paula rebateu as acusações de que é um “falso dentista” e afirmou ter se formado em Odontologia pela UNINORTE, no Paraguai, onde estou por cinco anos, de 2009 a 2013, com a cerimônia de colação de grau realizada em maio de 2014. “Eu passei cinco anos numa faculdade, estudei, me formei, tenho meu diploma… Eu não sou falso. Falso é aquele que não estuda”, rebate. Vicente de Paula acrescenta que, no momento da apreensão, disse que era formado e que tinha o diploma, mas que os representantes do CRO-BA não “deram importância” e nem fizeram questão de ver. “Como podem dizer que não apresentei documentação se eles nem me pediram? Disse por várias vezes que havia me formado e que tinha como comprovar, mas eles nem deram importância pra isso”.

Por ter se formado em uma faculdade de outro país, para a exercer a profissão no Brasil é preciso que seja feito o processo de REVALIDA, que é o exame nacional de revalidação de diploma que tem como finalidade subsidiar os procedimentos conduzidos por universidades públicas aqui no Brasil. Vicente ressalta que aproximadamente a um ano deu entrada no processo de REAVLIDA junto à USP – Universidade de São Paulo, onde apresentou toda documentação solicitada, a exemplo das cópias do diploma a ser revalidado, do histórico escolar e do conteúdo programático com a carga horária do curso e de cada disciplina cursada, e que aguarda um posicionamento da instituição.

Com relação à “prisão” o dentista se disse extremamente ofendido com essa suposição, certamente criada por pessoas que não estavam a par da situação ou mal informadas. “Estive sim na delegacia pra prestar um depoimento, uma vez que estou sendo acusado. Em momento algum fui levado preso ou obrigado e ir lá, nem intimação eu recebi”, destaca.

De acordo a Comissão de Fiscalização do CRO-BA, ações como esta são classificados como exercício ilegal da profissão e mesmo não tendo sido autuado em flagrante, Vicente de Paula deverá responder pelo ato. A condenação, caso ocorra, pode variar de seis meses a dois anos com aplicação de pena alternativa, além de multa.

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