Um novo teste clínico da AD109 divulgado nesta segunda-feira (18) mostrou a eficácia parcial do primeiro medicamento oral criado para combater a apneia do sono, transtorno relacionado ao ronco. Após registrar essa primeira eficácia, a aprovação de mercado pode ocorrer em 2027, conforme divulgou os pesquisadores responsáveis pelo caso.
O ensaio clínico contou com 646 participantes acompanhados por seis meses. Os trabalhos foram realizados por cientistas da Universidade de Pittsburgh (EUA) e da Apnimed, a empresa que desenvolveu o fármaco.
"O estudo demonstrou melhorias significativas na obstrução das vias aéreas e na oxigenação em participantes com apneia obstrutiva do sono leve a grave", afirmaram os cientistas.
"Considerando as limitações das terapias atuais, o AD109 pode preencher a lacuna de uma grande necessidade médica, oferecendo aos pacientes um tratamento farmacológico direcionado à disfunção neuromuscular por trás da patogênese da apneia”, completaram.
De acordo com O GLOBO, a AD109 registrou uma redução do principal sintoma da doença, as interrupções de respiração, em 44% dos voluntários, contra 17% no grupo que tomou placebo. A diferença foi maior do que a obtida no trabalho anterior, menos detalhado, onde a eficácia tinha sido de 53% contra 6% do placebo.
No entanto, a adesão ao medicamento foi um pouco difícil, já que um quinto dos pacientes não conseguiu tolerar o tratamento. Entre as principais adversidades causadas estão enjoo, insônia, e dificuldade para urinar. Entretanto, não houve relato de efeitos colaterais graves. Entre quem persistiu, de todo modo, a taxa de remissão total da doença chegou a 22%.
Após a divulgação dos novos números, a empresa responsável pelo produto pediu o registro do AD109 na FDA, o órgão regulador de fármacos nos EUA.
Bahia Notícias
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O ensaio clínico contou com 646 participantes acompanhados por seis meses. Os trabalhos foram realizados por cientistas da Universidade de Pittsburgh (EUA) e da Apnimed, a empresa que desenvolveu o fármaco.
"O estudo demonstrou melhorias significativas na obstrução das vias aéreas e na oxigenação em participantes com apneia obstrutiva do sono leve a grave", afirmaram os cientistas.
"Considerando as limitações das terapias atuais, o AD109 pode preencher a lacuna de uma grande necessidade médica, oferecendo aos pacientes um tratamento farmacológico direcionado à disfunção neuromuscular por trás da patogênese da apneia”, completaram.
De acordo com O GLOBO, a AD109 registrou uma redução do principal sintoma da doença, as interrupções de respiração, em 44% dos voluntários, contra 17% no grupo que tomou placebo. A diferença foi maior do que a obtida no trabalho anterior, menos detalhado, onde a eficácia tinha sido de 53% contra 6% do placebo.
No entanto, a adesão ao medicamento foi um pouco difícil, já que um quinto dos pacientes não conseguiu tolerar o tratamento. Entre as principais adversidades causadas estão enjoo, insônia, e dificuldade para urinar. Entretanto, não houve relato de efeitos colaterais graves. Entre quem persistiu, de todo modo, a taxa de remissão total da doença chegou a 22%.
Após a divulgação dos novos números, a empresa responsável pelo produto pediu o registro do AD109 na FDA, o órgão regulador de fármacos nos EUA.
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