A Polícia Federal identificou mensagens no celular do banqueiro Daniel Vorcaro que mencionam o senador Jaques Wagner (PT-BA) em conversas sobre um possível envio de recados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O material integra a investigação da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção e favorecimento envolvendo o Banco Master.
Segundo o Estadão, o diálogo ocorreu em julho de 2024 entre Vorcaro e um diretor do Banco Master. Após comentarem que o banco era visto como próximo ao governo federal, Vorcaro sugeriu que a informação fosse encaminhada ao presidente e à base aliada. Em resposta, o interlocutor afirmou que enviaria a mensagem para "tio Guiga e Jaques".
De acordo com a Polícia Federal, a referência seria ao publicitário Guilherme Sodré e ao senador Jaques Wagner. Os investigadores afirmam que as conversas indicam proximidade entre Vorcaro e pessoas com influência política na Bahia.
A PF também sustenta que o banqueiro mantinha contato direto com Wagner e que o senador teria atuado em pautas de interesse do Banco Master, como propostas relacionadas ao crédito consignado, ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e ao processo de venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB). A investigação aponta ainda suspeitas de vantagens econômicas supostamente recebidas pelo parlamentar entre 2024 e 2025.
Na quinta-feira (18), Jaques Wagner foi alvo de mandado de busca e apreensão na nona fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas de pagamentos indevidos envolvendo a compra de um imóvel e repasses a uma empresa ligada a um familiar do senador.
Em nota enviada ao Bahia Notícias, o senador Jaques Wagner reitera que não tem nenhuma relação com Daniel Vorcaro e não pode ser responsabilizado por conversas de terceiros, que sequer participou e em contexto que sequer sabe qual foi. Ele ainda afirma que não existiu intermediação e não existe relação.
Bahia Notícias
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Segundo o Estadão, o diálogo ocorreu em julho de 2024 entre Vorcaro e um diretor do Banco Master. Após comentarem que o banco era visto como próximo ao governo federal, Vorcaro sugeriu que a informação fosse encaminhada ao presidente e à base aliada. Em resposta, o interlocutor afirmou que enviaria a mensagem para "tio Guiga e Jaques".
De acordo com a Polícia Federal, a referência seria ao publicitário Guilherme Sodré e ao senador Jaques Wagner. Os investigadores afirmam que as conversas indicam proximidade entre Vorcaro e pessoas com influência política na Bahia.
A PF também sustenta que o banqueiro mantinha contato direto com Wagner e que o senador teria atuado em pautas de interesse do Banco Master, como propostas relacionadas ao crédito consignado, ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e ao processo de venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB). A investigação aponta ainda suspeitas de vantagens econômicas supostamente recebidas pelo parlamentar entre 2024 e 2025.
Na quinta-feira (18), Jaques Wagner foi alvo de mandado de busca e apreensão na nona fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas de pagamentos indevidos envolvendo a compra de um imóvel e repasses a uma empresa ligada a um familiar do senador.
Em nota enviada ao Bahia Notícias, o senador Jaques Wagner reitera que não tem nenhuma relação com Daniel Vorcaro e não pode ser responsabilizado por conversas de terceiros, que sequer participou e em contexto que sequer sabe qual foi. Ele ainda afirma que não existiu intermediação e não existe relação.
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