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Mãe diz que foi o pai do bebê que o jogou na churrasqueira.

Data de Publicação: 28/12/2004

Mãe diz que foi o pai do bebê que o jogou na churrasqueira.

Após receber alta médica do Hospital João Godofredo Borges, onde estava internada desde a tarde de segunda-feira, Marlene da Silva Oliveira, 20 anos, acusada de jogar a filha recém-nascida numa churrasqueira no município de Santo Estêvão, a 140 km de Salvador, foi encaminhada à delegacia da cidade, para ser interrogada. Em seu depoimento ao delegado Madson Pereira Sampaio, Marlene Oliveira acusou o pai do bebê, de prenome Rodrigo, de ter cometido a tentativa de homicídio. ?Foi o monstro do pai dela?, disse. A polícia está investigando se ele teve alguma participação no caso. Segundo o delegado, Marlene contou que, no dia 19 deste mês, deu à luz a uma menina com apenas 7 meses de gestação, após ter sofrido uma queda no Hospital da Mulher, permanecendo internada até o sábado último. Ao chegar a Santo Estêvão, era aguardada pelo pai da criança, que lhe pediu para ficar com o bebê. A acusada afirmou que só tomou conhecimento do que havia acontecido com a filha na segunda-feira, ao ouvir alguns comentários de que um bebê fora jogado em uma churrasqueira e tinha uma pulseira com o nome Marlene. Marlene Oliveira não soube informar o sobrenome do pai da criança e nem endereço, informando apenas que ele reside em Simões Filho. Ao ser presa, Marlene negou que fosse a mãe da criança, mas seus familiares confirmaram que ela estava grávida e sumiu de casa por oito dias antes de dar à luz. O delegado Madson Pereira informou que solicitou a prisão temporária de Marlene Oliveira, que aguardará a decisão na delegacia, uma vez que o seu depoimento é considerado contraditório. A medida é também uma forma de garantir sua integridade física, já que o crime deixou a população revoltada. De acordo com o médico Gervásio Santos, o estado de saúde da menina é delicado, pois há risco de infecção. A diretora do Hospital Geral Clériston Andrade, Denise Mascarenhas, informou que já comunicou o caso ao Conselho Tutelar e que a criança está à disposição da Justiça.

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