Guanambi, Pindaí e Candiba podem ficar sem água este ano
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Data de Publicação: 22/01/2008
A preocupação com o abastecimento de água das cidades de Guanambi, Candiba e Pindaí tem se agravado a cada dia, visto que o período de chuvas na região vai se encurtando e ainda não choveu suficiente para aumentar o volume da Barragem de Ceraíma que abastece estes municípios.
No final de 2007 a CODEVASF se reuniu com autoridades dos municípios abastecidos pela Barragem de Ceraíma - interessados diretos na questão - imprensa regional, técnicos da EMBASA e ainda representantes da Colônia Agrícola e do Projeto de Piscicultura para mostrar a situação crítica em que se encontra o açude. Em dezembro esperava-se uma precipitação de chuvas que fosse suficiente para aumentar a quantidade de água do reservatório. As chuvas não foram suficientes.
Informações do Diretor do Escritório da CODEVASF em Guanambi Péricles Carvalho, dão conta que o volume atual da água para o abastecimento da população e irrigação é de 9,3 milhões de metros cúbicos. Neste patamar que se encontra a água é suficiente apenas para mais sete (07) meses, segundo informações colhidas junto ao escritório da EMBASA em Guanambi. Esta conclusão é baseada no consumo mensal médio de aproximadamente 350 mil m3 com abastecimento da população, mais o consumo com a irrigação, piscicultura somados à taxa de evaporação que juntos totalizam aproximadamente 1,5 milhão m3 por mês.
Diante deste quadro, não há alternativa a não ser a imediata suspensão do fornecimento de água para os irrigantes do Projeto Ceraíma e Piscicultura, o que fatalmente traria conseqüências drásticas para os agricultores com prejuízos incalculáveis para a economia local.
Em recente entrevista concedida ao Jornal da Cidade da Rádio Cultura de Guanambi, o diretor do escritório regional da CODEVASF Péricles Carvalho externou sua preocupação com a situação. "Encaminhamos à Superintendência Regional em Bom Jesus da Lapa, um estudo de viabilidade técnica para a construção de uma adutora de mais de 100 quilômetros para trazer água do Rio São Francisco. Este estudo realizado em 98 previa gastos de R$ 46 milhões para sua construção", disse Péricles. Segundo ele é a solução definitiva para o problema.
Decisões imediatas têm que ser tomadas para contornar a situação de emergência em se encontra Guanambi e cidades abastecidas pela Barragem de Ceraíma: a construção de uma adutora da Barragem de Poço do Magro para servir ao Projeto de Irrigação e piscicultura, pois de acordo análises da EMBASA esta água é imprópria para o consumo humano em razão da alta taxa de salinidade.
Guanambi se transformou em pólo regional e tem que perseguir insistentemente a solução do abastecimento de água, colocando este objetivo acima de qualquer interesse político partidário, pois se trata de uma questão de extrema urgência que deve ser resolvida com a força e representação política do nosso povo.