A Justiça de Guanambi condenou o ex-chefe do Departamento de Contabilidade e Tesouraria da Secretaria Municipal de Assistência Social, Thiago Francisco de Souza Castro, a nove anos, oito meses e 20 dias de prisão pelo desvio de verbas públicas. A sentença foi assinada pelo juiz Edson Nascimento Campos, da Vara Criminal do município.
De acordo com a decisão, o ex-servidor foi responsabilizado pelo crime de peculato-apropriação, previsto no artigo 312 do Código Penal. Durante o processo, ficou comprovado que ele desviou mais de R$ 1,2 milhão dos cofres públicos municipais entre agosto de 2021 e setembro de 2025.
As irregularidades vieram à tona após denúncias feitas pela própria Secretaria de Assistência Social ao Ministério Público e à Polícia Civil. O acusado foi preso em setembro de 2025, na cidade de Foz do Iguaçu.
Além da pena de prisão em regime inicialmente fechado, a Justiça determinou a perda de qualquer cargo público, função ou mandato eletivo que ele venha a ocupar. A sentença também fixou o valor mínimo de R$ 1.286.986,65 para reparação dos prejuízos causados ao município.
Na decisão, o magistrado destacou que Thiago tinha controle direto das contas da secretaria e era o único responsável pela realização dos pagamentos. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram que apenas ele possuía acesso ao computador utilizado para operacionalizar os desvios.
A investigação apontou ainda que os procedimentos fictícios utilizados no esquema foram registrados com o CPF e senhas pessoais do próprio acusado, reforçando sua participação exclusiva no crime.
Em depoimento à Justiça, Thiago confessou os desvios e afirmou que enfrentava problemas relacionados à compulsão por jogos de azar e dívidas acumuladas com apostas. A defesa ainda pode recorrer da sentença.
Por Clóvis Junior – MTBE: 7281/BA
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De acordo com a decisão, o ex-servidor foi responsabilizado pelo crime de peculato-apropriação, previsto no artigo 312 do Código Penal. Durante o processo, ficou comprovado que ele desviou mais de R$ 1,2 milhão dos cofres públicos municipais entre agosto de 2021 e setembro de 2025.
As irregularidades vieram à tona após denúncias feitas pela própria Secretaria de Assistência Social ao Ministério Público e à Polícia Civil. O acusado foi preso em setembro de 2025, na cidade de Foz do Iguaçu.
Além da pena de prisão em regime inicialmente fechado, a Justiça determinou a perda de qualquer cargo público, função ou mandato eletivo que ele venha a ocupar. A sentença também fixou o valor mínimo de R$ 1.286.986,65 para reparação dos prejuízos causados ao município.
Na decisão, o magistrado destacou que Thiago tinha controle direto das contas da secretaria e era o único responsável pela realização dos pagamentos. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram que apenas ele possuía acesso ao computador utilizado para operacionalizar os desvios.
A investigação apontou ainda que os procedimentos fictícios utilizados no esquema foram registrados com o CPF e senhas pessoais do próprio acusado, reforçando sua participação exclusiva no crime.
Em depoimento à Justiça, Thiago confessou os desvios e afirmou que enfrentava problemas relacionados à compulsão por jogos de azar e dívidas acumuladas com apostas. A defesa ainda pode recorrer da sentença.
Por Clóvis Junior – MTBE: 7281/BA
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