O Instituto Butantan anunciou uma nova parceria com a farmacêutica MSD para a produção, no Brasil, de um medicamento utilizado no tratamento de câncer que será destinado ao Sistema Único de Saúde.
O acordo prevê a fabricação do pembrolizumabe, um imunoterápico que atua estimulando o sistema imunológico a reconhecer e combater células tumorais. Atualmente, o remédio já é utilizado na rede pública, mas depende de importação, o que impacta diretamente nos custos e na logística de distribuição.
Hoje, o medicamento é disponibilizado principalmente para pacientes com melanoma metastático — um tipo agressivo de câncer de pele — atendidos pelo SUS. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 1,7 mil pessoas recebem o tratamento anualmente, com um investimento aproximado de R$ 400 milhões.
Com a nova parceria, a expectativa é ampliar o acesso ao medicamento. A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS analisa a possibilidade de incluir o uso do pembrolizumabe em outros tipos de câncer, como os de colo do útero, esôfago, mama triplo-negativo e pulmão. Caso a ampliação seja aprovada, a demanda pode chegar a cerca de 13 mil pacientes por ano.
O projeto também envolve a transferência gradual de tecnologia da MSD para o Butantan, permitindo que, ao longo dos próximos anos, o instituto desenvolva capacidade própria para produzir o medicamento no país. O processo será feito em etapas, começando pelo envase e rotulagem, avançando para formulação e, por fim, alcançando a produção completa da substância ativa.
A iniciativa integra uma estratégia nacional que busca fortalecer a autonomia do Brasil na área da saúde, com a meta de nacionalizar a produção da maioria dos insumos utilizados pelo SUS na próxima década.
Para especialistas, a produção nacional deve trazer benefícios como redução de custos, maior segurança no abastecimento e avanço tecnológico. Além disso, diminui a dependência de importações e protege o fornecimento do medicamento diante de possíveis crises internacionais.
O anúncio foi realizado durante um evento internacional no Rio de Janeiro, que reuniu autoridades e representantes do setor de saúde para discutir cooperação e inovação tecnológica. Na ocasião, o ministro da Saúde destacou a importância de parcerias globais para fortalecer sistemas públicos e ampliar o acesso a tratamentos de alta complexidade.
Por Clóvis Junior – MTBE: 7281/BA
" ["post_views"]=> string(3) "727" ["post_cover__"]=> NULL ["post_category"]=> string(2) "14" ["post_lastview"]=> string(19) "2026-06-27 14:27:47" ["post_name"]=> string(89) "butantan-firma-parceria-para-produzir-medicamento-contra-o-cancer-e-ampliar-acesso-no-sus" ["post_subtitle"]=> NULL ["post_video"]=> NULL ["post_author"]=> string(1) "2" ["post_category_parent"]=> NULL ["post_status"]=> string(1) "1" ["post_type"]=> string(4) "post" ["post_instant_article"]=> NULL ["post_amp"]=> NULL ["post_tags"]=> NULL ["post_cover"]=> string(120) "images/2026/03/butantan-firma-parceria-para-produzir-medicamento-contra-o-cancer-e-ampliar-acesso-no-sus-1774605119.jpeg" }O Instituto Butantan anunciou uma nova parceria com a farmacêutica MSD para a produção, no Brasil, de um medicamento utilizado no tratamento de câncer que será destinado ao Sistema Único de Saúde.
O acordo prevê a fabricação do pembrolizumabe, um imunoterápico que atua estimulando o sistema imunológico a reconhecer e combater células tumorais. Atualmente, o remédio já é utilizado na rede pública, mas depende de importação, o que impacta diretamente nos custos e na logística de distribuição.
Hoje, o medicamento é disponibilizado principalmente para pacientes com melanoma metastático — um tipo agressivo de câncer de pele — atendidos pelo SUS. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 1,7 mil pessoas recebem o tratamento anualmente, com um investimento aproximado de R$ 400 milhões.
Com a nova parceria, a expectativa é ampliar o acesso ao medicamento. A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS analisa a possibilidade de incluir o uso do pembrolizumabe em outros tipos de câncer, como os de colo do útero, esôfago, mama triplo-negativo e pulmão. Caso a ampliação seja aprovada, a demanda pode chegar a cerca de 13 mil pacientes por ano.
O projeto também envolve a transferência gradual de tecnologia da MSD para o Butantan, permitindo que, ao longo dos próximos anos, o instituto desenvolva capacidade própria para produzir o medicamento no país. O processo será feito em etapas, começando pelo envase e rotulagem, avançando para formulação e, por fim, alcançando a produção completa da substância ativa.
A iniciativa integra uma estratégia nacional que busca fortalecer a autonomia do Brasil na área da saúde, com a meta de nacionalizar a produção da maioria dos insumos utilizados pelo SUS na próxima década.
Para especialistas, a produção nacional deve trazer benefícios como redução de custos, maior segurança no abastecimento e avanço tecnológico. Além disso, diminui a dependência de importações e protege o fornecimento do medicamento diante de possíveis crises internacionais.
O anúncio foi realizado durante um evento internacional no Rio de Janeiro, que reuniu autoridades e representantes do setor de saúde para discutir cooperação e inovação tecnológica. Na ocasião, o ministro da Saúde destacou a importância de parcerias globais para fortalecer sistemas públicos e ampliar o acesso a tratamentos de alta complexidade.
Por Clóvis Junior – MTBE: 7281/BA
Aguarde!