Wagner é o novo governador.
Apesar de as pesquisas terem apontado o oposto, o ex-ministro Jaques Wagner, candidato petista ao governo da Bahia ganhou as eleições no primeiro turno, com 52,98% dos votos. Ele atribuiu a vitória ao voto ?casadinho? - nele e em Lula - e ao cansaço da população do método carlista de governar. Em coletiva à imprensa, garantiu transparência no exercício de seu governo e a melhoria de vida dos baianos.
?Há seis meses que eu falei na imprensa que o PFL não ia ganhar essa eleição, e não era por bravata. Aumentamos nossas aliança, saímos de quatro para nove partidos. Eu tinha convicção desse resultado porque visitei mais de 100 cidades, e a festa, a receptividade, o sorriso, a alegria eram iguais. O povo não estava mentindo. Só no sábado fui a sete cidades, e o olhar das pessoas era o mesmo. O povo não estava mentindo?, afirmou o governador eleito.
A hegemonia do PFL, agora quebrada, foi definida por Wagner como ?uma nuvem que pairava há 16 anos sobre o Estado e agora está se dissipando?. Os primeiros quinze minutos de entrevista dele foram interrompidos carinhosamente pelo ministro da Defesa Waldir Pires, que emocionado, disse: ?É a primeira vez que a Bahia tem um governador de tamanha qualidade política. É o inicio de um novo tempo, uma nova era?.
Wagner acredita que não haverá dificuldades no que diz respeito à transição de governo. Por outro lado, mesmo em ritmo de comemoração, a indignação de Wagner não foi somente a divulgação de pesquisas eleitorais, mas também quanto ao fato de nenhum veículo de comunicação ter cogitado ao menos o segundo turno na Bahia.
?Não é a minha intenção fazer juízo de valor, quem deve se posicionar são os institutos de pesquisa. Não sei se a metodologia aplicada é errada ou se falta seriedade. Outra coisa é a imprensa, que não pôs ao menos em manchete: A eleição aperta?.
