Wagner assume a Casa Civil e Lula amplia influência no governo.
No bojo da reforma ministerial, a presidente Dilma Rousseff decidiu substituir Aloizio Mercadante por Jaques Wagner na Casa Civil, uma sugestão reiterada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT e do próprio PMDB.
Jaques Wagner, atual ministro da Defesa, irá para a Casa Civil e para a Defesa, será deslocado o ex-deputado Aldo Rebelo (PCdoB), que deixará o Ministério da Ciência e Tecnologia, que foi oferecido ao PSB.
Com isso, o Palácio do Planalto passará a ter uma trinca de ministros fortemente ligados ao ex-presidente Lula no núcleo duro do governo. Além de Wagner na Casa Civil, a articulação política ficará com o petista Ricardo Berzoini (que vai sair da pasta das Comunicações). E na Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República já está e vai permanecer Edinho Silva, do PT de São Paulo.
Efetivadas essas mudanças, o Palácio do Planalto passará a abrigar os ministros Jaques Wagner, na Casa Civil; Ricardo Berzoini, na Secretaria-Geral, que será reforçada com articulação política e diálogo com os movimentos sociais, uma reivindicação de Berzoini; e Edinho Silva, ministro da Comunicação de Governo. Além do assessor especial Giles Azevedo, que pode ser o segundo de Berzoini e tem recebido mais e mais missões da presidente.
O PMDB vai levar o que pediu e todas as alas serão atendidas: do grupo do vice Michel Temer vão permanecer em seus postos Eliseu Padilha, na Aviação Civil, e possivelmente Helder Barbalho, no Ministério da Pesca.
A bancada na Câmara vai indicar o ministro da Saúde – o nome mais cotado agora é o de Marcelo Castro; e o dos Portos, com uma indicação do líder Leonardo Picciani. Kátia Abreu segue na Agricultura e Eduardo Braga no Ministério de Minas e Energia.
