
?Ser jovem não é fácil, com certeza, principalmente na hora de escolher um caminho que vai servir para a vida toda. Os vestibulandos são considerados adultos o suficiente para escolher uma profissão, mas para certas coisas como casar, dirigir veículo e até morar sozinho, não.?(Thiago Moraes Gonzaga).
O Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), mantendo e reforçando as diretrizes internacionais proclamadas para 2007 pela Organização das Nações Unidas (ONU), Organização Mundial de Saúde (OMS) e Organização Pan Americana de Saúde (OPAS), elegeu como tema da Semana Nacional de Trânsito ?O jovem e o trânsito?.
Os jovens de todo o mundo, segundo os índices de morbimortalidade, são considerados o grupo mais vulnerável e de maior exposição ao risco de mortes e em acidentes de trânsito, uma vez que circulam como pedestres, ciclistas, motociclistas, condutores e principalmente como passageiros.
De acordo com especialistas, as condições emocionais específicas da adolescência, como a necessidade de auto-afirmação, competitividade, exibicionismo, onipotência, busca de intensas e prazerosas sensações, em conjunto com a bebida alcoólica, fazem do jovem um forte candidato ao grupo de risco de acidentados no trânsito. Os ?rachas? são um exemplo desse comportamento, onde as demonstrações de onipotência e exibicionismo são procuradas nas altas velocidades e manobras radicais. Já a bebida responde às necessidades emocionais e sociais de aceitação, valorização e de poder típicas da idade.
Por outro lado, muitos jovens interpretam a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) como um ?ritual de passagem? para a vida adulta e que lhe dará o direito de participar ativamente na sociedade. Nesta fase, o jovem possui auto-confiança acentuada e acredita que nada de ruim vai lhe acontecer, trazendo a certeza de que possui ?super-poderes? à direção de um veiculo.
Considerando tais aspectos, o CONTRAN convoca todos os órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito para desenvolverem, no decorrer de 2007, campanhas educativas voltadas a mobilização do jovem para que seja protagonista de ações preventivas de segurança e de cidadania no trânsito.