Seis anos após primeiro caso, covid-19 ainda provoca mortes na Bahia.
Seis anos depois da confirmação do primeiro caso de Covid-19 no Brasil, a doença ainda continua provocando mortes na Bahia. Dados recentes divulgados pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) apontam que, somente em 2026, já foram confirmados cinco óbitos relacionados à infecção.
Embora a situação atual esteja muito distante do cenário crítico vivido durante os momentos mais graves da pandemia, especialistas alertam que o vírus segue em circulação e exige cuidados, principalmente entre pessoas consideradas mais vulneráveis.
As mortes foram registradas em meio a um contexto mais amplo de circulação de vírus respiratórios no estado. Segundo boletim epidemiológico da Sesab, atualizado até o dia 8 de março, a Bahia contabilizou 919 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas primeiras semanas deste ano. Do total de registros, 32 evoluíram para óbito.
Entre essas mortes confirmadas, cinco tiveram como causa a Covid-19 e uma foi provocada pelo vírus da influenza. Os demais casos estão associados a outros vírus respiratórios ou ainda aguardam confirmação laboratorial.
Mesmo com a queda significativa nos números em comparação com os anos mais críticos da pandemia, especialistas reforçam que o coronavírus não deixou de circular. O infectologista Victor Castro Lima explica que tanto a Covid quanto a gripe continuam sendo identificadas em atendimentos médicos e internações hospitalares.
Segundo ele, embora não haja mais um cenário de emergência sanitária, é importante manter medidas de prevenção para reduzir o risco de transmissão.
Especialistas orientam que pessoas com sintomas respiratórios evitem contato com outras pessoas, principalmente aquelas que fazem parte dos grupos de risco, como idosos, gestantes e indivíduos com doenças crônicas. A recomendação inclui reforçar a higienização das mãos e utilizar máscara caso seja necessário sair de casa.
A infectologista Anne Layze Galastri destaca ainda que a vacinação continua sendo uma das principais formas de evitar quadros graves da doença. De acordo com ela, manter a caderneta de imunização atualizada é essencial para diminuir o risco de internações e mortes provocadas por vírus respiratórios.
Os dados também mostram que alguns grupos permanecem mais vulneráveis. As internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave são mais comuns entre crianças pequenas, enquanto a maior parte das mortes ocorre entre idosos. Por esse motivo, profissionais de saúde reforçam a importância da vacinação e da atenção redobrada para esses públicos.
Por Clóvis Junior – MTBE: 7281/BA
