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Secundaristas de Caetité desenvolvem turbina eólica.
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Secundaristas de Caetité desenvolvem turbina eólica.

Equipamento montado pelos estudantes servirá para gerar energia para a escola. Um projeto de ciência está transformando a vida dos estudantes de Caetité, situada no sertão baiano. A turbina eólica desenvolvida pela turma do terceiro ano da escola Luiz Eduardo Magalhães agora vai receber o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e dar a oportunidade de outros grupos de estudantes sonharem com as façanhas e as maravilhas da ciência Desenvolvida através da iniciativa do professor Mark Novaes e com o patrocínio da comunidade - que financiou a execução do primeiro piloto - a turbina será utilizada inicialmente para alimentar uma sala de aula, mas os estudantes sonham em poder dar apoio ao parque eólico que o governo do estado pretende montar no município. A Fapesb vai repassar R$4.182 para a escola, que pretende investir em equipamentos e máquinas para o laboratório e, dessa forma, oferecer uma melhor estrutura para que novos projetos possam ser desenvolvidos pelos alunos. "Tudo começou com a pergunta de um aluno, que queria saber onde iria aplicar os conceitos de física. Então resolvi dar aulas práticas para eles e o progresso foi contínuo, a ponto de já termos vários outros projetos sendo desenvolvidos paralelamente pelas turmas dos 2º e do 3º anos", relata o professor Mark, que contou com a consultoria de professores da Universidade Federal da Minas Gerais e da Universidade de Lavras para construir a turbina com seus alunos. Caetité é a segunda maior jazida de ventos do Brasil (atrás, apenas, de Alagoas), graças aos ventos regulares e a posição geográfica do município, situado em uma região ampla de serrado. A capacidade registrada de ventos na região é de 8m/segundo, o suficiente para alimentar uma cidade de até dez mil habitantes. O projeto do governo do estado está em andamento, mas ainda sem previsão para conclusão. A iniciativa da escola de Caetité foi tão boa, que chamou a atenção dos coordenadores da Fapesb, que destacaram o "nível de complexidade na elaboração do projeto". "Principalmente por não ter sido desenvolvida por um professor universitário, como é mais comum, mas sim por uma escola pública de nível médio, do interior da Bahia e que historicamente não tem a tradição de desenvolver projetos científicos", ressalta o coordenador de Popularização da Ciência da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Alberto Peverati. Para os estudantes, o projeto não possibilitou apenas um contato mais estreito com a física e a ciência, mas contribuiu, ainda, para o fortalecimento da auto-estima de cada um. Quem afirma isso é um dos alunos do terceiro ano, Caio Silveira, também um dos mais atuantes dentro do projeto. "Esperamos chegar muito mais longe. A diferença é que agora já sabemos como buscar apoio e, o que é melhor, que temos capacidade para fazer o que quisermos", conclui. Aos 17 anos, Caio sonha em entrar em um curso de engenharia de computação e, de quebra, levar adiante o site (www.eolios.v10.com.br) que desenvolveu para divulgar o projeto.
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