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Recém-nascida prematura aguarda vaga em UTI neonatal e mãe faz apelo por socorro no sudoeste da Bahia.
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Recém-nascida prematura aguarda vaga em UTI neonatal e mãe faz apelo por socorro no sudoeste da Bahia.

Uma jovem de 21 anos enfrenta dias de apreensão no município de Malhada, no sudoeste da Bahia, enquanto aguarda a liberação de uma vaga em UTI neonatal para sua filha, nascida em condições extremamente delicadas. A criança veio ao mundo de forma prematura e necessita de cuidados intensivos para sobreviver.

O parto aconteceu na noite de terça-feira (27), no Hospital Municipal São Geraldo. Com apenas cinco meses de gestação, a bebê foi imediatamente incluída no sistema estadual de regulação para transferência a uma unidade especializada, mas, até agora, não houve disponibilidade de leito adequado.

Moradora do distrito quilombola de Parateca, a mãe, Larissa Moreira dos Santos, relata que a filha permanece internada em condições limitadas. Em imagens encaminhadas à imprensa, a recém-nascida aparece em uma incubadora improvisada, recebendo oxigênio para conseguir respirar. Segundo Larissa, o quadro clínico é grave e a falta de uma UTI neonatal pode comprometer as chances de sobrevivência da criança.

Diante da espera, a mãe fez um apelo público às autoridades estaduais, pedindo urgência na liberação da vaga. “Cada minuto conta”, desabafa, emocionada, temendo perder a filha antes que o atendimento especializado seja garantido.

Em posicionamento oficial, o Hospital Municipal São Geraldo informou que a bebê nasceu com peso aproximado de 450 gramas e idade gestacional inferior a 20 semanas. A unidade destacou que, tecnicamente, casos como esse são classificados como aborto do ponto de vista médico. Ainda assim, como a criança apresenta sinais vitais, ela permanece cadastrada no sistema de regulação.

O hospital afirma que a equipe de saúde tem realizado todos os procedimentos possíveis dentro das limitações estruturais da unidade e que os pedidos de transferência seguem sendo reforçados junto aos órgãos responsáveis. A recém-nascida apresenta insuficiência respiratória e depende de suporte contínuo, tornando a transferência para uma UTI neonatal fundamental para a manutenção da vida.

Por Clóvis Junior – MTBE: 7281/BA

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