Radialista Clóvis Júnior entrevista Ernivaldo Viana que falou sobre a dengue a Guanambi; ouça a entrevista.
Radialista Clóvis Júnior entrevista Ernivaldo Viana que falou sobre a dengue a Guanambi; ouça a entrevista.
No programa Alô Cidade, exibido na manhã desta quinta-feira (7), o radialista Clóvis júnior entrevistou o diretor da Vigilância Epidemiológica de Guanambi, Ernivaldo Viana, que falou sobre as ações realizadas no combate a dengue no município. Durante o programa, Clóvis havia recebido inúmeras reclamações de ouvintes da emissora, sobre os terrenos baldios e que acumulam mato e sujeira que atraem além do mosquito da dengue, animais peçonhentos como cobras e escorpiões.
Na sua fala, Viana disse que o trabalho da dengue é um trabalho contínuo, mesmo com algumas dificuldades enfrentadas como diminuição dos recursos financeiros e de pessoal. Ernivaldo pontua que, nesse momento, todos os esforços estão voltados para o combate ao coronavírus. Mas, mesmo com esse esforço voltado para o combate a COVID-19, o trabalho de combate a dengue não reduziu no município. Desta forma, o diretor da Vigilância pontuou que "todos as equipes de Doença de Chagas, Esquistossomose e Leishimaniose estão alocadas para o combate a dengue. Mesmo com essa alocação, o combate as outras doenças como a leishimaniose também não pararam".
Ernivaldo ainda citou dados sobre Guanambi. De acordo com o diretor, hoje estão cadastrados 53 mil imóveis os quais recebem seis visitas por ano, por causa da aplicação do larvicida que, inclusive, segundo Viana, será substituído por que este não está conseguido a eficácia desejada. "Vamos substituir o larvicida por um inseticida. Temos hoje um técnico nosso passando por um treinamento em Serrinha para a adoção desse novo produto no combate à dengue em Guanambi".
Outro dado citado com relação à Guanambi é Índice de Infestação Predial (IIP). Ernivaldo pontua que o IIP de Guanambi é de 5.1%, ou seja, a cada 100 imóveis, 5 estão como foco. "É um índice alto porque o Ministério da Saúde preconiza 1%."
No tocante aos casos, o diretor da Vigilância diz que "2020 já ultrapassou a quantidade de casos de 2019. Já foram 186 casos de dengue e 45 casos positivos no município. Boa parte desses caos estão em Mutans. Esses casos positivos se deram porque parte da população está imune ao tipo 1 e tipo 4. O virús que está em circulação é o tipo 2"
Viana também coloca que está sendo foi feito o ciclo 1 em sua totalidade nos meses de janeiro e fevereiro e está em curso o segundo ciclo que começou em meados de março e irá terminar agora em maio. "Além das visitas domiciliares, estamos realizando o bloqueio, que é a borrifação com a chamada bomba costal automática, que garante um bloqueio, nos locais onde houve a notificação, de 100 metros." Ouça a entrevista na íntegra abaixo.
Willian Silva - 106FM


