Professores da rede municipal de Palmas de Monte Alto decidem retornar ao trabalho.
Depois de 10 (dez) dias de greve, os professores da rede municipal de Palmas de Monte Alto decidiram, em assembleia realizada no último sábado (21/02), retornar ao trabalho a partir desta segunda-feira (23/02). Mesmo não tendo suas reivindicações atendidas, os docentes deliberaram pelo retorno às atividades, contudo assumindo apenas às 13 horas, conforme determina a Lei Federal, ratificada pela sentença da Justiça que reafirmou esse direito.
De acordo com a professora Luciana Bizerra, mesmo sem ter alcançado os objetivos propostos pelo movimento, que é o cumprimento da Lei do Piso pela administração municipal, a categoria deliberou pelo retorno, em respeito aos alunos e pais e ao profissionalismo do docente. “Nós não temos ainda todas as respostas, os nossos anseios ainda não foram atendidos, mas nós estamos voltando felizes conosco mesmo, pela questão da politização, pela questão da coragem e pela questão dessa consciência que foi criada em todos nós. Por tudo isso, chegamos ao consenso, estamos retornando e continuaremos a nossa luta”, declarou a docente.
Segundo a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, professora Luciana Bastos, mesmo sem ter os seus direitos respeitados pela gestão pública, a categoria decidiu retornar às atividades, mas isso não significa o fim do movimento. Segundo ela, os professores retornam, porém a luta continua. “Vamos usar o espaço que nos é concedido como professores em sala de aula, para trabalharmos a questão da cidadania. O que estamos fazendo é um ato cidadão. Nós como profissionais da educação somos responsáveis por essa formação cidadã’‘, disse a educadora.
Conforme informações repassadas à nossa reportagem, diante da vitória dos docentes na justiça, quanto à questão da carga horária, a categoria retornou ao trabalho na expectativa de que o Poder Executivo Municipal respeite essa decisão e implante a readequação da jornada de trabalho prevista em Lei, apesar de não se ter ainda nenhuma manifestação oficial da gestão quanto ao fato de que vai ou não recorrer desta decisão judicial.
