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Professores da rede estadual fazem paralisação de advertência de dois dias
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Professores da rede estadual fazem paralisação de advertência de dois dias

Serão dois dias sem aulas para 1,2 milhão de alunos da rede pública estadual de ensino, que inclui 1.756 escolas. Até amanhã, os professores estarão de braços cruzados em uma ação de advertência para o governo. Depois decidirão em assembléia se deflagram greve por tempo indeterminado a partir desta sexta. A decisão ocorreu na manhã de ontem, quando a categoria lotou o ginásio do Sindicato dos Bancários, nos Aflitos, e votou pela paralisação. Desde o dia 19 de abril, eles rejeitaram em assembléia por unanimidade a proposta de reajuste salarial oferecida pelo governo do estado, de 3,3%. No dia 25, também paralisaram as atividades. A proposta do governo deixou os professores indignados. Ela sugere que eles recebessem em abril 3,3% de reajuste, que correspondem à reposição da inflação. Dessa forma, os professores de nível I, que hoje ganham R$324, teriam a equiparação com o salário mínimo de R$380 somente em novembro, mas os demais níveis permaneceriam apenas com o reajuste de 3,3%. Isso diminuiria a diferença entre os níveis, provocando achatamento salarial. Como não houve avanços em rodadas de negociação nas últimas semanas, a categoria voltou a se reunir em assembléia para decidir pela greve.
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