Produtores do Iuiú recebem R$300 mil
Os agricultores familiares beneficiados pelo Programa do Algodão do Vale do Iuiú, desenvolvido pela Seagri, via EBDA, vão receber hoje, no auditório da Casa Anísio Teixeira, em Caetité, o primeiro pagamento referente à venda das cinco carretas de algodão comercializadas. Os agricultores aderiram ao beneficiamento e comercialização da produção de forma orientada. O montante é de mais de R$ 300 mil e será repassado em solenidade promovida pela EBDA, juntamente com o Comitê Gestor do Negócio do Algodão. A Cooperativa do Cerrado da Bahia será a entidade responsável pelo repasse do dinheiro às associações de produtores envolvidas no processo, que, por sua vez, repassarão aos agricultores, de acordo com a quantidade do algodão produzido por cada um.
Para o presidente da EBDA, Emerson Leal, esta é uma vitória do Governo do Estado, dos técnicos da empresa e, principalmente, dos agricultores familiares, que vão sair da dependência dos atravessadores, passando para uma nova etapa de produção com mais organização e, conseqüentemente, maiores lucros.
Segundo Ernesto Lacerda Lédo, um dos coordenadores do programa, o pagamento corresponde a 128,941 toneladas de pluma, que foram vendidas em São Paulo, principal centro de comercialização de algodão do país.
Foram beneficiados 700 produtores da região, que abrange os municípios de Guanambi, Malhada, Iuiú, Palmas de Monte Alto, Pindaí, Urandi, Brumado e Livramento de Nossa Senhora, no Vale do Iuiú. Dos agricultores contemplados, 296 optaram pelo beneficiamento e comercialização da produção, que receberão pela pluma comercializada.
O coordenador explicou que os valores mencionados referem-se apenas ao algodão em pluma, faltando contabilizar o valor do Programa de Escoamento da Produção, aplicado pela Conab como incentivo à produção. Hoje, o valor é de R$ 0,54 por quilo, em cima do preço de mercado (R$ 38 por arroba), até o limite de R$ 25,5 mil quilos, por carga. Os cotonicultores do Vale do Iuiú fazem ainda jus ao valor correspondente a 30% do total da produção de caroço. ?Ficou acordado o pagamento da usina de beneficiamento com 70% do caroço produzido, ficando os 30% restantes, livres para os produtores?, explicou Lacerda.
Do total da pluma produzida, ainda faltam quatro caminhões seguirem viagem para comercialização em São Paulo. A estimativa é de que até o final da próxima semana já se tenha essa situação definida, com toda a produção comercializada. ?Tem sido relativamente fácil a comercialização dessa produção. A excelente aceitação no mercado deve-se à alta qualidade", afirmou o coordenador.
