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PRESO EX-SEMINARISTA ACUSADO DE MATAR O PAI E MADRASTA
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PRESO EX-SEMINARISTA ACUSADO DE MATAR O PAI E MADRASTA

Depois de passar pelo Instituto Médico-Legal (IML), o ex-seminarista Gil Rugai, de 25 anos, seguiu direto para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, na noite desta terça-feira (9). As informações são do delegado titular da 1ª Delegacia Seccional, Dejar Gomes Neto. As secretarias de Segurança Pública (SSP) e de Administração Penitenciária (SAP), no entanto, não confirmaram a informação. Mais cedo, a SSP informou que o ex-seminarista foi levado para a 1ª Delegacia Seccional, na região central da capital paulista, após a prisão. De acordo com o delegado responsável pela seccional, foi aberta uma exceção para que Gil Rugai fosse transferido. Normalmente, os centros de detenção provisória não recebem transferência de presos durante a noite e, por isso, Gil Rugai seria encaminhado para o CDP somente na manhã desta quarta-feira (10). Mas, segundo Dejar, o réu não passaria a noite nem no 13º Distrito Policial, na Casa Verde, nem no 2° Distrito Policial, no Bom Retiro. Funcionários das duas delegacias confirmaram a informação e, no CDP, funcionários informaram que ele chegou ao local por volta das 20h40. Rugai foi detido durante a tarde quando estava em casa, na Zona Oeste de São Paulo. Ele é acusado de matar o pai e a madrasta a tiros em março de 2004. Rugai teve o pedido de liberdade provisória revogado na segunda-feira (8) pelo Ministério Público estadual porque mudou de cidade sem avisar o juiz. O advogado do jovem, Fernando José da Costa, afirmou que, no final desta tarde, preparava um habeas corpus para encaminhar ao Tribunal de Justiça de São Paulo. Mudança de estado Reportagem exibida no fim de semana pela TV Record mostrou que o ex-seminarista estava morando em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. A promotora Mildred de Assis Gonzalez, que pediu a revogação da liberdade, disse que houve quebra de confiança. "Houve quebra de um dos requisitos que é a confiança que o estado depositou nele quando foi posto em liberdade. Ele não poderia se ausentar sem comunicação ao juiz. Acreditávamos que ele estava aqui", disse ela. A decisão de pedir a prisão do ex-seminarista foi dada pelo juiz auxiliar Luiz Rogério de Oliveira. Ele examinou o material enviado pela promotora: documentos aos quais ela teve acesso, além da exibição da reportagem. Entre os papéis, estão o contrato de aluguel, que está em nome do réu, e uma carta que foi escrita por ele, admitindo que fixou residência em Santa Maria.
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