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Prefeito de Jequié alerta: altos cachês de artistas colocam em risco o São João em cidades baianas.
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Prefeito de Jequié alerta: altos cachês de artistas colocam em risco o São João em cidades baianas.

O futuro das festas juninas no interior da Bahia entrou em debate após declaração do prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), que demonstrou preocupação com a escalada dos custos para a realização do São João nos municípios. De acordo com o gestor, o aumento expressivo dos cachês artísticos e das despesas com estrutura tem tornado inviável a manutenção dos festejos nos moldes atuais.

Segundo Zé Cocá, os valores investidos atualmente superam, em muitos casos, até três vezes o orçamento utilizado em anos anteriores, comprometendo as finanças das prefeituras. “Os custos cresceram de forma desproporcional. Hoje, o que antes garantia uma festa completa já não é suficiente nem para cobrir itens básicos como palco, som e iluminação”, afirmou.

O prefeito destacou que a situação não afeta apenas Jequié, mas a maioria das cidades baianas, principalmente os municípios de médio e pequeno porte, que enfrentam limitações orçamentárias. Caso o cenário continue, ele avalia que a realização do São João poderá se tornar insustentável para grande parte das administrações municipais.

Diante desse contexto, gestores defendem a necessidade de discutir medidas que tragam mais equilíbrio aos gastos públicos, incluindo a definição de critérios para contratação de artistas e a possibilidade de estabelecer um teto para os cachês pagos com recursos públicos. A proposta é abrir diálogo com órgãos de fiscalização, como o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), a fim de criar parâmetros que garantam responsabilidade fiscal.

Outro ponto levantado por prefeitos é a grande variação nos valores cobrados por artistas em diferentes regiões do estado, o que amplia a desigualdade entre municípios na hora de montar a programação. Além do controle de gastos, a iniciativa também busca incentivar a valorização de artistas locais e regionais, fortalecendo a identidade cultural e promovendo maior diversidade nas atrações.

A discussão reacende o alerta sobre os desafios para manter uma das festas mais tradicionais da Bahia. O São João, além de patrimônio cultural, é um importante motor da economia local, responsável por gerar empregos, movimentar o comércio e atrair turistas para dezenas de cidades do estado.

Por Clóvis Junior – MTBE: 7281/BA

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