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Policia prende dois depois de seis assaltos a cargas de cigarros
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Policia prende dois depois de seis assaltos a cargas de cigarros

Policia prende dois depois de seis assaltos a cargas de cigarros Dois homens suspeitos de terem praticado assalto a um caminhão de cigarros da empresa Souza Cruz nesta segunda-feira, 01, no município de Igaporã, foram presos pela polícia daquela localidade na tarde de ontem. Os dois foram recambiados para Guanambi por medida de segurança onde foram autuados em flagrante pelo Delegado Clecio Magalhães. Outros dois supostos integrantes da quadrilha estão foragidos. Informações extra-oficiais dão conta de que somente no mês de novembro foram cinco assaltos a cargas de cigarros na região, porém, os fatos não foram divulgados pela coordenadoria da polícia civil e quase ninguem tomou conhecimento, nem mesmo a imprensa que tem o dever de informar. CENSURA PRÉVIA As restrições impostas pela Polícia Civil de Guanambi para a liberação de informações a imprensa nos últimos meses, lembra os velhos e não saudosos tempos do regime militar onde as informações a serem divulgadas nos meios de comunicação eram submetidas a censura. O aumento de determinados delitos como assaltos a mão armada, arrombamentos de estabelecimentos comerciais e residências, furto de fios e motores na região, não são mais colocados a disposição da imprensa para divulgação para não gerar uma expectativa na comunidade de que a violência está aumentando. No entanto, quando a polícia prende e elucida algum crime procura dar ampla publicidade, em especial na imprensa da capital, para demonstrar a eficiência da polícia no interior. Esse tipo de comportamento tem causado enorme insatisfação na imprensa local que ao longo dos anos deu ampla cobertura a área policial e sempre foi parceira da instituição, inclusive, ajudando na elucidação de alguns crimes, a exemplo do famoso "Cadeirudo", que atacava casais, abusava sexualmente das mulheres e depois os matava e escondia os seus corpos. Vários reuniões com o coordenador Elvio Brandão já ocorreram nesse período para tentar resolver o impasse, horas e horas de conversas, contudo o que é acordado acaba não sendo cumprido, o que deixa transparecer que a polícia não quer a imprensa por perto, salvo quando lhe convém.
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