Polícia Federal já recolheu mais de 8 mil armas na Bahia
A Superintendência da Polícia Federal na Bahia recolheu, até ontem, 8.251 armas com a campanha do desarmamento, iniciada em 16 de julho de 2004, com término previsto para o dia 23 de junho deste ano. Os valores pagos pelo governo federal a quem entrega as armas, variam de R$100 a R$300, a depender do calibre do armamento. Segundo a PF, até agora cerca de R$750 mil foram depositados em contas correntes das pessoas que devolveram seus pertences, em todo o estado. Entretanto, informa que apesar do prazo para o pagamento ser de 30 dias, a maioria dos ressarcidos demora mais de um mês para receber o dinheiro.
No ato da entrega na sede da Polícia Federal, em Água de Meninos, a arma é encaminhada à perícia e o dono preenche um requerimento com os dados pessoais e as informações relacionadas à arma. No formulário, existe um campo reservado para o número da conta corrente do voluntário. Segundo a assessoria da Polícia Federal, a arma é avaliada e o valor equivalente é depositado. A PF informa que o tempo estimado é de um mês, mas em algumas situações, o prazo não está sendo cumprido. Os doadores recebem um comprovante e caso a demora seja grande podem recorrer à PF.
Colaboração - O Movimento Estado de Paz, formado por comunicólogos, em parceria com a Coordenadoria Ecumênica de Serviços da Igreja Católica (Cese), se prontificou a colocar a campanha de desarmamento nas ruas, como sociedade civil, escrevendo matérias, realizando passeatas e outros tipos de manifestações para incentivar a população a entregar as armas.
De acordo com uma das coordenadoras, a jornalista Suzana Varjão, a parte organizacional está toda pronta, falta apenas que a PF faça o contato para firmar a parceria. "No início da campanha, estávamos em sintonia, agora parece que tudo está desandando. Estamos desestimulados", revelou.
Segundo ela, houve uma troca administrativa dentro da Polícia Federal e a responsável pela campanha, a assessora Lúcia Castroli, ocupou um outro cargo e não tem ninguém responsável para retomar as negociações com o movimento. "Ficamos sem contato e perdemos o estímulo. Sabemos como é difícil a sociedade civil ter o poder de ir lá desarmar, mas a nossa intenção é intensificar a campanha", acrescentou Varjão.
