Polícia diz não ter mais dúvidas no caso de pedofilia e prende mais um
Em entrevista a imprensa local o Coordenador Regional da Polícia Civil de Guanambi, Élvio Brandão de Oliveira, disse não ter mais dúvida com relação ao caso de pedofilia que culminou com a prisão preventiva de cretada pela Justiça no último dia 22 de junho do Diretor-proprietário da Escola Castro Alves, Paulo Arthur dos Reis Prado,acusado de abusar sexualmente de pelo menos três crianças na faixa etária nde sete anos, alunos da escola.
De acordo com o delegado algumas pessoas já foram ouvidas no inquérito policial, entre elas as mães de dois menores e também já foi realizado o auto de reconhecimento do acusado, além do exame médico que teria comprovado que os menores foram vítimas de atentado violento ao pudor. O caso ganhou repercussão nacional.
Mais um suspeito
Na manhã desta segunda-feira foi preso pela Polícia Civil, o indivíduo José Carlos Soares Nogueira, que prestava serviços na Escola Castro Alves do professor Paulo Artur. Ele é suspeito de participação nos crimes de atentado violento ao pudor.
O Coordenador da Polícia Civil explicou que no curso das investigações surgiram elementos claros da participação de José Carlos na ação criminosa contra os alunos o que levou a Polícia a representar pela sua prisão preventiva.
O Inquérito Policial já está em fase de conclusão e deverá ser remetido ao Ministério Público nos próximos dias, cabendo ao Promotor de Justiça denunciá-los ou não, com base nos indícios ou provas levantadas pela polícia.
O Coordenador Regional de Polícia informou ainda que a Justiça indeferiu o pedido de revogação da prisão preventiva em favor de Paulo Arthur requerido por seus advogados. A pena para esses crimes em caso de condenação, é de 6 a 10 anos de reclusão, para cada caso comprovado.
A PRISÃO:
A prisão de Paulo Arthur, que é diretor da Escola Castro Alves, ocorreu no último dia 22 de junho, em razão de prisão preventiva que foi decretada contra o mesmo pela juíza Adriana Silveira Bastos, que se achava no Plantão.
O fato ganhou repercussão em Guanambi e região, uma vez que Paulo Arthur é membro da Academia de Letras da Cidade, sendo poeta e escritor, de família tradicional e acadêmico do curso de Direito, na Faculdade de Guanambi, onde cursava o 4º semestre.
O Coordenador Regional de Polícia informou que os presos estão em celas isoladas, por questões de segurança, sendo aos mesmos facultado o livre acesso de advogados, nos termos da Constituição da República.
O Inquérito Policial em torno do caso deverá ser remetido ao Ministério Público nos próximos dias, uma vez que o procedimento envolve pessoas presas e, nesses casos, o prazo é limitado pela legislação penal brasileira, cabendo ao órgão Ministerial adotar as providências posteriores, sobretudo, havendo os requisitos necessários, promover a lavratura da denúncia contra os acusados.
O Coordenador Regional de Polícia informou ainda que o juiz plantonista João Lemos Rodrigues indeferiu pedido de revogação da prisão preventiva em favor de Paulo Arthur dos Reis Prado, que havia sendo requerido pela Defesa; salientando que a pena, em tais casos, e na hipótese de condenação, é de 6 a 10 anos de reclusão, para cada caso comprovado.
