Paralisação de 24 horas deve fechar agências bancárias hoje.
Mobilização em Salvador se concentrará nos estabelecimentos do centro e Comércio
Os bancários baianos prometem paralisar suas atividades, hoje, por 24 horas, na capital e interior do estado. A decisão foi tomada, na noite de ontem, em assembléia geral que a categoria realizou, no Ginásio dos Bancários, no Largo dos Aflitos. "A paralisação é de advertência. Estavam presentes cerca de 500 colegas, o que sinaliza para uma forte adesão ao movimento", afirmou José Antônio dos Santos, diretor da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe.
Segundo ele, a mobilização vai se concentrar, principalmente, nas agências localizadas na Avenida Sete de Setembro e no Comércio, "mas podemos nos deslocar para outros pontos da cidade". O dirigente avalia que a paralisação deve ser mais intensa nos bancos oficiais (Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil). Ele adiantou que o Bradesco e o HSBC já conseguiram medidas cautelares na Justiça que impedem a realização de piquetes na portas das unidades bancárias.
Os bancários pedem reajuste de 11,77%, participação nos lucros maior (um salário mais valor fixo de R$788 acrescidos de 5% do lucro líquido distribuídos de forma linear entre os funcionários), garantia de emprego e 14º salário, entre outras coisas.
A data-base da categoria é 1º de setembro. No Brasil, há cerca de 400 mil bancários. No ano passado, os bancários receberam reajuste salarial que variou entre 8,5% e 12,77%, contra uma inflação de 6,4%.
São Paulo - O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, ligado à CUT, informou que encaminhou um oficio para o secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo para evitar que os trabalhadores voltem a entrar em confronto com a Polícia Militar, assim como aconteceu durante assembléia realizada em frente à sede administrativa do Bradesco em Osasco (SP) na semana passada.
"Avisamos que foram cumpridas todas as determinações da Lei de Greve e que os bancários estão exercendo um direito legítimo. Queremos que a PM não interfira e não tente usar a violência para acabar com o protesto dos bancários", disse o presidente do sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.
Os trabalhadores rejeitaram em duas assembléias a proposta de reajuste de 4% feita pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), mas até agora não foi marcada uma nova rodada de negociação.
