Pai é o maior suspeito de envenenar família em Campinas.
O médico homeopata Hudson da Silva Carvalho, 46 anos, já é considerado pela Polícia Civil de Campinas como o principal suspeito de ter provocado o envenenamento da sua família na noite do último dia 29. Segundo o delegado Cláudio Alvarenga Freire, responsável pelas investigações, a tese de um envenenamento acidental está praticamente descartada.
"Com isso, o comportamento de todos os membros da família passou a ser investigado, mas principalmente o do pai", afirmou Alvarenga. Novos indícios surgidos a partir de depoimentos de amigos e parentes, incluindo o da adolescente M.M.C., 15 anos, a única sobrevivente da tragédia, direcionaram a atenção da polícia para o homeopata.
Mas o médico não é o único suspeito e todos os membros da família são investigados, já que eles tiveram acesso a compostos que contêm arsênico, a substância encontrada na urina da sobrevivente e da sua irmã, L.M.C., que morreu na madrugada do dia 31. A polícia apurou que M. mantinha uma relação de desconfiança com o pai e que não tomava os remédios ministrados por ele. Ela teria contado que costumava cuspir os compostos oferecido pelo pai à família, ao contrário do que faziam a sua mãe e irmã.
