Padastro confessa que estrangulou e comeu partes do corpo do filho de 5 anos.
Além de confessar que matou o enteado, Edilson Souza Santos contou que comeu partes do rosto do menino.
Atos de perversidade e canibalismo culminaram com a morte do garoto Vítor da Conceição Almeida, 5 anos, estrangulado pelo padastro Edilson Souza Santos, 28 anos, pintor de automóveis que confessou o assassinato como se nada houvesse acontecido.
O crime ocorreu no dia 16 de julho passado, e a criança foi tida como desaparecida.
Seu corpo foi encontrado quatro dias depois no Vale do Ogunjá.
As investigações em torno do crime por agentes da Delegacia Especial de Repressão a Crimes Contra Criança, Derca, conduziram a Edilson que apontava uma ex-mulher como autora do crime.
O pintor afirmou ontem que comeu pedaços do rosto da vítima, mas que, durante muito tempo, não conseguia se lembrar do que acontecera realmente na hora em que ele começara a estrangular o garoto, apenas se recordava de só conseguir falar uma língua estranha, que ele próprio desconhecia.
O criminoso vive há quatro anos com a mãe da vítima, Eliana Maria Almeida, tem filhos de 6 e 7 anos.
DESAPARECIMENTO ? De acordo com relato da mãe de Vítor que coincide com o do criminoso, ontem à tarde, na Derca, naquele dia o garoto brincava de bicicleta com vizinhos na Travessa Caetano, Acupe de Brotas, quando sumiu por volta das 15 horas.
Avisada de que o garoto não mais se encontrava nas proximidades da residência, Eliana passou a procurá-lo pela redondeza até por volta da meia-noite, ajudada por parentes, vizinhos e o próprio companheiro Edilson que a acompanhou até a 6ª Delegacia, onde o desaparecimento foi registrado, exatamente no dia 16 de julho.
Para Eliana, as suspeitas pela morte do menino recaíam numa ex-mulher de Edilson que cometera o crime por ?despeito e ciúme por ter perdido o marido?, disse ela, à época, apoiada pelo criminoso, que compartilhava desse sentimento. Três dias depois, o corpo de Vítor era encontrado em um matagal na área do Ogunjá apresentando sinais de violência.
Ao lado, uma lata de refrigerante e uma embalagem de chocolate.
BARBARIDADE ? Depois de paciente investigação, agentes da Derca, para onde o caso foi transferido, chegaram a Edilson Souza que a princípio tentou negar, mas acabou confessando ter sido o autor do crime brutal.
Ele contou que no dia do crime chegara da oficina, onde trabalhava, por volta das 13 horas, e encontrou Vítor brincando de bicicleta e ordenou que ele fosse para casa.
?Nesse momento, bateu um negócio em minha cabeça e resolvi pegar o menino pela mão e levar para o Ogunjá.
Tive que pular um muro puxando o menino pelas mãos e, no meio do matagal, passei a estrangular o garoto e, mesmo depois dele morto, ainda bati sua cabeça por três vezes em um toco de árvore?, contou naturalmente o criminoso para acrescentar em seguida: ?Aí me abaixei e comecei a arrancar com os dentes pedaços do rosto dele que mastiguei e engoli?.
A delegada da Derca, Janice Dórea Mutti, informou que deverá pedir a prisão temporária de Edilson Souza.
