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O Papa está morrendo.
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O Papa está morrendo.

O ministro de Saúde do Vaticano, cardeal mexicano Javier Lozano, disse que o papa João Paulo II está em agonia e em estágio de pré-morte. A mídia italiana cita, sem revelar fontes, que o eletroencefalograma não indica mais atividade cerebral e que o papa morreu. As emissoras CNN e a RAI chegaram a noticiar a morte do papa, citando fontes do Vaticano. Posteriormente, a RAI creditou a notícia à agência russa Tass. Só depois dessas informações desencontradas, o Vaticano decidiu se pronunciar e negar as informações. Antes, a TV italiana Sky, citando relato da agênca de notícias Apcom, informou que o papa estava inconsciente. Na nota divulgada no início da noite, o Vaticano informou apenas que a saúde do papa piorou, e que ele estava com hipotensão (tensão arterial abaixo do normal). ?Acabo de falar com médicos do Vaticano. Eles me disseram que agora [a situação do papa] é irreversível?, afirmou Lozano por telefone à emissora Televisa. ?O papa está em franca agonia?, acrescentou. O papa João Paulo II deve morrer ?nesta noite ou durante a madrugada?, disse o vigário-geral da Cidade do Vaticano, Angelo Comastri. ?Nesta noite ou durante a madrugada, Cristo abrirá as portas para o papa.? O prelado fez o comentário diante da multidão que se reuniu na praça São Pedro para rezar o rosário, atendendo à convocação do bispo auxiliar de Roma, Camillo Ruini. Milhões de católicos romanos lotaram igrejas e conduziram vigílias nesta sexta-feira para rezar pelo papa João Paulo 2o, no dia em que o Vaticano declarou que o estado de saúde do pontífice é ?muito grave?. ?Ele está piorando, temos que enfrentar isso?, disse Rey Caluba, padre de uma igreja de Manila. ?Estamos rezando pela saúde dele nesses dias de doença. Mas estamos preparados para o pior.? Na Polônia, terra natal do pontífice, fiéis também se dirigiram às igrejas nas primeiras horas da manhã. ?Tenho uma prova hoje e estava estudando até tarde, ouvindo o rádio?, disse Lidia Majecka, de 18 anos, após comparecer a uma missa na Cracóvia, cidade onde Karol Wojtyla foi bispo antes de se tornar papa, em 1978. Nas Filipinas, local em que ao menos 80 por cento da população é católica, a presidente Gloria Macapagal Arroyo disse a repórteres que ?estamos muito agradecidos ao Senhor que, por todos esses muitos anos, nos deu a maravilhosa liderança do papa em nossa igreja?. Vaticano diz que papa sofreu colapso cardíaco O Vaticano afirmou nesta sexta-feira que o papa João Paulo II sofreu um colapso cardíaco e que seu estado de saúde é muito sério. O porta-voz do Vaticano Joaquin Navarro-Valls informou que o colapso foi causado por uma infecção generalizada, decorrente de uma infecção urinária. ?Esta manhã, a condição do Santo Padre é muito grave?, diz o comunicado oficial divulgado nesta sexta-feira. Ainda segundo o Vaticano, o papa está ?lúcido, consciente e tranqüilo?, e pediu para ser mantido em seu quarto. Horas antes, o Vaticano divulgou que o estado de saúde de João Paulo havia se estabilizado após ele ter sido medicado. ?A saúde do papa João Paulo II está se estabilizando?, tinha dito Konrad Hejmo, que trabalha no Vaticano e faz parte de um círculo restrito de amigos do sumo pontífice. Cardeais já assumiram funções do papa Com a piora do estado de saúde do papa João Paulo II, quatro cardeais estão ajudando o pontífice em todas as suas decisões relativas à Igreja Católica. Os quatro cardeais, eles mesmos tidos como possíveis sucessores de João Paulo II, no caso de sua morte, são Angelo Sodano, secretário de Estado do Vaticano; Joseph Ratzinger, chefe da Congregação para a Doutrina da Fé e decano do colégio de cardeais; Giovanni Battista Re, chefe da Congregação dos Bispos, e Camilo Ruini, cardeal vigário de Roma e chefe da Conferência Episcopal italiana. O arcebispo Stanislaw Dziwisz, secretário particular do papa, também tem grande influência sobre o pontífice neste momento, embora não seja considerado um possível sucessor. Cardeais brasileiros. Os oito cardeais brasileiros só devem seguir para Roma após a morte do papa João Paulo II, segundo informou a assessoria da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Após a morte do papa, os cardeais Aloísio Lorscheider, arcebispo emérito de Aparecida (SP); Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo; Serafim Fernandes de Araújo, arcebispo de Belo Horizonte; José Freire Falcão, arcebispo de Brasília; Cláudio Hummes, arcebispo metropolitano de São Paulo; Eugênio de Araújo Sales, arcebispo emérito do Rio de Janeiro; Geraldo Majella Agnelo, arcebispo de Salvador (BA), e Eusébio Oscar Scheid, arcebispo do Rio de Janeiro, devem ficar hospedados no colégio Pio Brasileiro, em Roma. Apenas quatro cardeais brasileiros têm direito a voto no conclave (assembléia mundial de cardeais), que irá eleger um novo papa. São eles: José Freire Falcão, Cláudio Hummes, Geraldo Majella Agnelo e Eusébio Oscar Scheid. A convocação oficial, no entanto, só pode ser feita após a morte do sumo pontífice.
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