Nova operação da Azul entre Guanambi e Salvador registra baixa ocupação.
A nova operação da Azul Linhas Aéreas entre Guanambi e Salvador registrou baixa movimentação de passageiros no segundo dia de voos com a aeronave Cessna Grand Caravan.
Nesta terça-feira (2), foram contabilizados apenas dois embarques e dois desembarques no Aeroporto Municipal de Guanambi, número considerado baixo para a rota que liga o município à capital baiana.
A operação com o Caravan teve início na segunda-feira, 1º de junho, após a companhia encerrar, no dia 29 de maio, os voos no trecho Salvador-Guanambi com a aeronave ATR-72, modelo com capacidade para cerca de 70 passageiros, a depender da configuração.
Com a mudança, a rota passou a ser realizada com o Cessna Grand Caravan, aeronave com capacidade para até 9 passageiros. Apesar da redução no número de assentos, a frequência foi ampliada, passando de três voos semanais para voos diários, com duração média de 2 horas e 5 minutos.
Considerando a capacidade de até 9 passageiros por trecho, o movimento registrado no segundo dia representa uma ocupação aproximada de 22% por sentido, com dois passageiros embarcando e dois desembarcando em Guanambi.
A alteração foi informada anteriormente pela Azul, que justificou a mudança por questões operacionais. A empresa também informou que passageiros impactados pelas alterações receberiam assistência conforme prevê a Resolução nº 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
A baixa ocupação neste início de operação chama atenção, especialmente em razão das discussões sobre a demanda aérea regional e a importância da conectividade entre Guanambi e Salvador.
O prefeito de Guanambi, Nal Azevedo, mantém contato com autoridades estaduais e se reuniu recentemente com executivos da Gol Linhas Aéreas buscando alternativas para que a cidade e a região não sejam prejudicadas. A gestão também buscou parcerias para a ampliação não só dos voos, mas também de toda a estrutura do Aeroporto Municipal Isaac Moura Rocha.
O resultado mais previsível será a elevação dos preços das passagens, tornando o transporte aéreo inacessível para grande parte da população. Em muitos casos, os valores poderão ultrapassar os praticados em aeroportos de cidades maiores, penalizando justamente quem vive no interior e depende da aviação para atividades profissionais, médicas ou familiares.
A rota entre Guanambi e Belo Horizonte permanece sem alterações, sendo operada com aeronaves ATR-72 e quatro frequências semanais.
Fonte: Redação iGuanambi
