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Muito cuidado ao receber moedas, elas podem ser falsas.
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Muito cuidado ao receber moedas, elas podem ser falsas.

Apesar de as primeiras moedas falsas terem surgido no Brasil em 1833, neste exato momento, 121 anos depois, elas continuam circulando ou guardadas em bolsas e carteiras de desavisados cidadãos. Quem costuma guardá-las em cofrinhos, para investimento posterior, pode ter uma surpresa ao descobrir que, em vez da pequena fortuna acumulada, está cheio, sim, mas de moedas sem qualquer valor. Diante dessa possibilidade, o alerta do Banco Central: a população deve ter cuidado com as moedas de R$ 0,50 e R$ 1 ? aquela de borda dourada ? porque estão sendo falsificadas. De acordo com o BC, 163 milhões de moedas bimetálicas de borda dourada circulam no Brasil. Segundo os técnicos, essas moedas oferecem maior segurança contra falsificação, uma vez que a cunhagem em ligas diferentes exigem um tratamento especial que os falsários não conseguiriam imitar. Mas conseguiram. Um expressivo número, ainda não calculado com exatidão, de moedas falsas, foi ou está sendo posto em circulação, incluindo as de R$ 1 (de borda dourada) e R$ 0,50. Isso acontece comprovadamente na Bahia, onde estão sendo repassadas, principalmente por meio de troco, em estabelecimentos comerciais e transporte coletivo. Devido à circulação rotineira, a maioria das pessoas não distingue as moedas autênticas das falsas. Embora estas sejam de baixa qualidade, perceptível em detalhes como leveza, bordas altas demais e imperfeições no relevo. TESTE DO ÍMÃ ? A situação levou comerciantes a usarem ímã para se certificar da autenticidade. Se a moeda colar no ímã, é verdadeira. As antigas moedas de R$ 1, em circulação desde 1994, estavam causando problemas no mercado porque eram alvo fácil de falsificadores. No ano passado, foram identificadas 52,3 mil moedas pelo Banco Central de R$1 de aço inoxidável falsas. Em 22 de março deste ano, esse padrão foi substituído pelo modelo bimetálico (com bordas douradas) nas agências bancárias. Apesar de todo o esforço do governo federal, os falsificadores continuam agindo de forma criminosa. Falsificar ou fazer uso de dinheiro falso são crimes graves com penas previstas pela Constituição Federal. O falsificador ou distribuidor de dinheiro falso pode receber pena de até 12 anos de reclusão, enquanto o usuário que conscientemente repassar dinheiro falso pode ser punido com até dois anos de reclusão. Mas isso parece não assustar os falsários, cada vez mais preparados para colocar, no mercado, dinheiro muito semelhante ao verdadeiro, dificultando a identificação do golpe. Um dos fatores que favorece a circulação de dinheiro falso é a apreensão, nas operações bancárias, das cédulas ou moedas, no momento em que são identificadas. Para não ficar com o prejuízo, quem descobre ter em mãos dinheiro falso ?empurra-o adiante?. É preciso ficar atento ao receber dinheiro. Os golpes costumam ocorrer nos horários de maior movimento, quando o comerciante não dispõe de tempo para analisar as cédulas que recebe como pagamento. MUDANÇAS ? Em junho de 2002, o Banco Central colocou em circulação moedas de R$ 0,50 e de R$ 1 com pequenas modificações em suas características físicas. Um aumento significativo no preço dos materiais utilizados na fabricação das moedas levou o Banco Central a estudar alternativas para garantir a continuidade na sua produção. A solução encontrada foi a substituição dos metais utilizados: o cuproníquel e a alpaca foram trocados, respectivamente, pelo aço inoxidável e o aço revestido de bronze. Na prática, as modificações na moeda de R$ 0,50 de disco prateado e na de R$ 1 de núcleo prateado e anel dourado foram pouco significativas. Além de apresentarem pequenas alterações de tonalidade e brilho, as novas moedas ficaram ligeiramente mais leves. Já os desenhos de ambas não sofreram modificação.
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