
Após receber os primeiros socorros na cidade de Caetité, a jovem Adda Ravanna, que foi agredida pelo funcionário da Bahia Mineração, foi encaminhada para o Hospital Regional de Guanambi, onde foi atendida pelo médico plantonista Dr. Luiz Mariano Lopes. Segundo Mariano, a potência da arma utilizada pelo agressor agravou o estado da paciente, pois se tratava de uma PT 380, ?essa arma faz um estrago danado, se atirarmos numa parede por exemplo, provoca um enorme buraco?, comentou o médico.
Auxiliado pelo chefe da UTI Dr. Carlos Rockenral e pelo médico Renato Assunção Filho, Adda ficou na sala de cirurgia das 11 até as 16 horas.
Os tiros.
Segundo o médico o corpo de Adda Ravanna tinha uma perfuração na região anterior do hemitórax direito ao nível do 5º arco costal, onde a trajetória do projétil provocou lesão no fígado e no pulmão se alojando no tórax. Outra bala atingiu a região têmporo-mandibular esquerda, saindo pelo outro lado.
A jovem ainda recebeu mais dois tiros, que atingiram o antebraço esquerdo e o antebraço direito que também não ficaram alojadas no corpo. ?Acredito que ela se recupera, mesmo que um dos projéteis tenha fraturado parte da vértebra C2, mas a lesão não representará problemas futuros?, diz Dr. Mariano.
Os médicos explicam que o grande problema inicial foi a grande quantidade de sangue que a Adda perdeu, ?ela chegou a receber 8 bolsas de sangue aqui?, explicam, informando que a garota foi encaminhada para Belo Horizonte a pedido da família com o apoio da Bahia Mineração.
Recuperação.
Segundo os médicos do Hospital João XXIII na cidade de Belo Horizonte, o atendimento recebido por Adda no Hospital de Guanambi salvou sua vida, eles elogiaram o trabalho da equipe do Hospital Regional de Guanambi e informaram à nossa reportagem por telefone que Adda tem reagido bem, aos poucos se recupera e até arriscam: ?logo ela estará de volta para a Bahia?.