MEC quer vetar faculdade ruim em novos contratos do Fies.
O Ministério da Educação planeja regras mais rígidas no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para os novos contratos, visando uma melhor qualidade dos cursos e faculdades participantes. Na avaliação do governo, é preciso coibir a adesão de faculdades de baixa qualidade no programa e, ao mesmo tempo, racionalizar os gastos públicos em um momento de ajuste fiscal prometido pelo governo Dilma Rousseff (PT). A mudança deve gerar novo embate com as instituições privadas, já insatisfeitas com alterações realizadas no Fies no apagar das luzes de 2014. Novos protestos devem surgir com as novas regras do Ministério que, em cálculos preliminares, deve reduzir em cerca de 10% o número de candidatos com potencial de adesão ao programa. Nas regras atuais existe uma graduação de conceitos entre 1 e 5, com exigência mínima de 3 para que o curso possa participar do Fies. No entanto, graduações sem conceitos podem participar do Programa, de acordo com a própria legislação. As novas medidas do MEC pretendem fixar um conceito mínimo e excluir as instituições e cursos que ficarem abaixo do exigido. Atualmente, cerca de 78% das instituições privadas de ensino superior participam do Fies.
