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MASSACRE: Comerciante tenta matar mulher e a sogra, e depois de assassinar o sogro, comete suicídio.
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MASSACRE: Comerciante tenta matar mulher e a sogra, e depois de assassinar o sogro, comete suicídio.

Podemos dizer que foi um massacre, o que aconteceu na Faz. Salão ? Município de Igaporã, residência de seu Arnaldo Marques Neves e dona Angélica Magalhães Neves, dona ?Iazinha?, como é conhecida. Embora o acesso a fazenda seja pela estrada de Matina, e pertencer ao município de Igaporã, a localidade fica mais próxima de Guanambi. Por volta de meio dia, da sexta-feira, dia 25/06, o comerciante Clarindo Patez de Azevedo, dono da Sacaria São Paulo, que fica na Av. Santos Dumont, chegou a localidade a procura de sua ex-esposa, Leia Mosany de Magalhães, de 27 anos, que reside em Guanambi, a rua José Humberto Nunes ? São Francisco. Neste momento, houve uma discussão entre o casal, fato corriqueiro no período em que os dois conviviam. Clarindo Patez que estava de posse de uma arma de fogo, um revolver calibre 38, dizendo a ex-esposa que iria mata-la. Neste momento ela correu em direção ao curral, onde estava o seu pai, mas ele disparou um tiro que atingiu o seu ombro, na parte de trás. O pai de Léia, seu Arnaldo para defender a filha, tomou a frente, mas Clarindo atirou novamente, atingindo Leia de raspão no braço, e acertando em cheio peito de seu ex-sogro, seu Arnaldo Marques Neves, que veio infelizmente a falecer. Dona Angélica, ou ?Iazinha? ex-sogra de Clarindo que também se encontrava na fazenda, e estava voltando da fonte, onde fora lavar roupas, ouviu os gritos de sua filha, pedindo para que ela corresse, pois o Clarindo estava ali atirando. Dona ?Iazinha?, correu e se escondeu na mata, ficando agachada entre os galhos de mato seco para escapar com vida. Ao ser encontrada pelo seu filho ?Chico?, e os policiais, dona ?Iazinha estava em estado de choque, se recusando inclusive a sair do local onde estava escondida, com receio que o atirador também lhe atirasse. Enquanto tudo isto acontecia, Leia, mesmo ferida com tiros, conseguiu entrar na D 20 que Clarindo, havia deixado com a porta aberta e as chaves na ignição, se deslocando em direção a Matina para buscar ajuda. Já próximo a cidade, ela não resistiu, pois havia perdido muito sangue, foi quando apareceram dois rapazes numa moto, e a socorreu até o hospital de Matina, sendo trazida depois para o Hospital Regional de Guanambi. Depois da chegada da polícia de Matina, os policiais ?Pereira? e ?Marinho?, fizeram uma busca na fazenda a procurada de Clarindo Patez de Azevedo, sendo informados depois por dona Angélica, que ela ouvia tiros um pouco mais adiante do local onde ela estava escondida. Os policiais depois de caminharem cerca de cem metros a frente, encontraram o corpo do comerciante Clarindo Patez de Azevedo, estendido ao chão, com um tiro no ouvido. O delegado de Igaporã, e também um médico legista daquela cidade, que vieram fazer o levantamento cadavérico das duas vítimas fatais, confirmaram a hipótese de suicídio. Foi constatado que o tiro que Clarindo disparou contra ele, entrou no ouvido direito e saiu na parte superior do crânio, e também o corpo já estava em total rigidez cadavérica. Nós, que fomos o único repórter a estar na cena dos crimes, fomos convidados pelo delegado a conferir os pertences encontrados nos bolsos de Clarindo, uma chave que seria de um veículo Fiat, um talão de cheques com dezenove folhas, sendo que um dos canhotos, trazia as anotações da compra de uma espingarda, no dia 01 de junho de 2004, ou seja, há pouco mais de vinte dias. Lembrado que à arma utilizada nos crimes, foi um revolver calibre 38. Outro fato lamentável, é que filha menor do casal, uma garota de apenas dez anos, assistiu o pai tentar matar sua mãe, e assassinar seu avô. Seu Arnaldo Marques Neves foi sepultado às 11:00h do sábado, e Clarindo Patez de Azevedo, foi sepultado também no sábado, as 15:00h, ambos no cemitério de Guanambi. Profundamente lamentável!
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