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Manifestantes impedem audiência da transposição.
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Manifestantes impedem audiência da transposição.

Representante do governo federal considerou válida reunião sobre o Velho Chico que sequer foi aberta Índios, ambientalistas e estudantes invadiram auditório onde transposição seria debatida O que era para ter sido uma audiência pública para debater o plano de transposição, foi transformado em uma grande manifestação de protesto com direito a apitaço, vaias, música, entoação do Hino Nacional e palavras de ordem contra o projeto de integração da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. No entanto, ainda assim, o coordenador-geral do projeto elaborado pelo Ministério da Integração Nacional, Pedro Britto, considerou-a válida. Não chegou a transcorrer 15 minutos da abertura dos trabalhos quando um grupo formado por índios das tribos Tumbalalá, Truká e Tuxá, estudantes, representantes de ONGs, ambientalistas, políticos, representantes da sociedade civil organizada e militantes da causa entraram no auditório do Centro de Convenções da Bahia, onde ocorria a audiência, portando faixas e gritando palavras de ordem do tipo "Revitalização já", "Não à transposição, sim à revitalização", dando outra conotação a discussão. Diante das visitas inesperadas, os seguranças inicialmente partiram para a agressão impedindo que fotógrafos e cinegrafistas acompanhassem o tumulto de perto. Em meio a gritos de protestos, o lugar foi palco também da realização de um ritual onde índios da tribo Tuxá convocavam os ancestrais para ajudá-los a vencer a batalha em defesa do Velho Chico. O diretor substituto do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama-nacional), Luiz Felipe Kunz, informou que irá avaliar a decisão de validar a audiência com a procuradoria-geral do órgão e decidir se será realizada ou não uma nova reunião na Bahia. Estão previstas mais duas audiências públicas para encerrar a discussão com a sociedade civil. Elas irão ocorrer na próxima semana: uma em Sergipe e outra em Alagoas. "Representante do Partido Verde, o deputado federal Edson Duarte - que integra a base de sustentação do governo Lula no Congresso Nacional - acusou o governo de ter decidido o projeto politicamente, para depois ir atrás de explicações técnicas para justificar a decisão. "O procedimento das audiências públicas é um grande teatro. O programa chegou a uma fase de licenciamento ambiental sem ter respondido a sociedade questões báscias: Quem irá cobrar e administrar o uso dessa água? Quem irá definir o valor dessa tarifa? Além disso, apresenta algumas contradições evidentes. O ministério já anunciou R$4,5 bilhões para financiar este projeto e, ao mesmo tempo, o ministro paralisou as obras do Projeto Salitre, em Juazeiro, que prevê a irrigação de 30 mil hectares", avaliou.
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