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Maluf passeia, bebe cerveja e diz estar ferido.
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Maluf passeia, bebe cerveja e diz estar ferido.

De barba feita, o ex-prefeito Paulo Maluf (PP) disse ontem, em Campos do Jordão, a 167 km de São Paulo, ser vítima de perseguição política. Maluf afirmou ainda que se sente "ferido" pela prisão de seu filho, o empresário Flávio Maluf, que para ele foi uma "injustiça". O ex-prefeito aproveitou para comer um pastel de carne com ovo e tomar uma cerveja em uma lanchonete da cidade serrana. "Eu digo que o que cometeram com o meu filho Flávio foi a injustiça mais flagrante na história política do Brasil. Perseguiram muitos políticos: (o ex-presidente) Washington Luís foi desterrado; Getúlio, se não se suicidasse, teria sido preso. Juscelino foi preso, (o ex-presidente) Jânio Quadros foi preso, Adhemar (de Barros, ex-governador de São Paulo) foi preso, e o Lula também foi preso. Agora, nunca vi prender filho de político", afirmou o ex-prefeito. A declaração foi dada ao jornal Folha de S.Paulo por Maluf durante um passeio de cerca de 40 minutos que ele realizou no início da tarde de ontem na região da praça do Capivari, principal ponto turístico de Campos do Jordão. A aparência do ex-prefeito era melhor do que a de quando ele deixou, na companhia do filho, a superintendência da Polícia Federal, em São Paulo, no dia 20. Acusados de crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e formação de quadrilha, Paulo e Flávio Maluf ficaram presos durante 40 dias e foram libertados depois que o STF (Supremo Tribunal Federal) concedeu habeas corpus.
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