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Mãe queima filhos como castigo
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Mãe queima filhos como castigo

A mulher aqueceu um garfo no fogão e queimou as mãos das crianças como forma de repreendê-las por ter comido um chocolate. L.H.B., 5 anos, e S.N.C., 6 anos, tiveram as mãos queimadas com um garfo quente pela mãe, Navanere Nascimento Bastos, 23 anos, porque dividiram entre eles um chocolate, de apenas 10 gramas. Não adiantaram os argumentos das crianças de que estavam com fome. Navanere justifica sua atitude dizendo que os meninos estavam mal-acostumados e que não era a primeira vez que agiam dessa maneira. Não ponderou sobre a atitude das crianças, aqueceu o garfo na chama do fogão e as castigou, queimando-lhes as mãos. O caso acabou chamando a atenção dos vizinhos que, por telefonemas anônimos (sete pelo menos), denunciaram os maus-tratos ao Juizado da Infância e da Juventude. De acordo com o coordenador do Programa de Proteção ao Menor (Pró-Menor), órgão do Juizado da Infância e da Juventude, Ivan Farani, várias pessoas denunciaram os maus-tratos aos quais as crianças vinham sendo submetidas. Alegaram que era costume da mãe espancá-las e colocá-las para fora de casa, deixando-as longo período no meio da rua, entregues à própria sorte. Navanere Nascimento mora no Loteamento Condor, em Águas Claras, está desempregada e no momento passa também por um processo de separação. Convive com a avó, que mora no andar superior da casa. A mulher, de 70 anos, recentemente sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) e sobrevive com dificuldades, necessitando de uma pessoa permanentemente para acompanhá-la. Tem pouco ou quase nenhum controle sobre a neta. Antônia Nascimento, mãe da acusada, que reside em Vista Alegre, disse que tem pouco contato com a filha. Afirmou, no entanto, que ultimamente Navanere vinha passando por problemas psicológicos, os quais atribui à situação que está enfrentando no momento. ?Sem emprego e sem condições de criar os filhos, Navanere está muito nervosa e, às vezes, falta paciência com as crianças?, minimizou. RESPONSABILIDADE ? Ontem, uma equipe do Juizado da Infância e da Juventude foi até o bairro de Águas Claras, surpreendendo Navanere em casa. Juntamente com as crianças, ela foi conduzida à sede do órgão, na Avenida Garibaldi, e ouvida pela juíza auxiliar da Infância e da Juventude, Delma Margarida Gomes Lobo. Em seguida, foi encaminhada à Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Derca), onde deverá ser responsabilizada criminalmente por sua atitude. As crianças foram levadas ao Instituto Médico-Legal para ser submetidas a exame de corpo de delito. Em seguida, serão entregues à mãe da acusada, que assumirá a guarda provisória das duas até que o processo seja concluído. Segundo a juíza, esse é um procedimento previsível, visto ser a quebra do vínculo de convivência, a primeira medida a ser tomada nesses casos. Quando soube que não teria mais a guarda das crianças, Navanere chorou e disse estar arrependida pelo que fez. Reconheceu, todavia, estar bastante aflita devido às dificuldades porque vem passando atualmente e em alguns momentos acaba descarregando todo o nervoso nos filhos. Ressaltou, porém, que o temperamento das crianças é muito forte e que, às vezes, não tem como controlar, sendo obrigada a castigá-las.
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