Juízes suspendem atividades hoje à tarde.
Hoje à tarde, os juízes paralisam suas atividades para pedir a votação da lei que define o subteto da categoria. A paralisação é apenas por essa tarde e não deve se transformar em greve, a não ser que haja decisão em assembléia, segundo o presidente da Associação de Magistrados da Bahia (Amab), Rolemberg Costa.
Na prática, a categoria pede reajuste salarial. Os juízes da Bahia têm o pior salário do país, conforme a Amab. O salário inicial é de quase R$5 mil, contra R$10 mil em Sergipe e Pernambuco. "Um magistrado da capital, com 20 anos de serviço, recebe R$8 mil, ou seja, menos que o salário inicial de outros estados", informa Costa. A Amab informa, ainda, que há 30 desembargadores, cem defensores públicos e 501 juízes para 13 milhões de baianos.
Sobre a necessidade de aumentar o salário de um valor que parece alto para a maioria da população, os magistrados alegam que só podem exercer esta profissão. O documento pedindo votação da lei do subteto será entregue ao presidente da Assembléia Legislativa hoje à tarde.
A reinvidicação dos magistrados não é apenas salarial, garante o presidente da Amab. Contudo, a entidade ainda não respondeu ao convite da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção Bahia, para participar de uma mobilização por melhorias na estrutura do poder Judiciário no dia 30.
"Esse convite não pode ser respondido apenas por mim", desconversa Costa. "Vamos deliberar a resposta ouvindo o maior número possível de magistrados". Independentemente do motivo que faz a entidade vacilar em apoiar o movimento da OAB, "as questões estruturais do Judiciário são as mais importantes para mim. Queremos mais juízes, mais servidores e mais estrutura", diz o presidente da Amab.
De todos esses, o movimento que afirma com mais força a necessidade de reforma no poder judiciário é o liderado pela OAB-BA. No dia 30, a entidade realiza uma paralisação das atividades dos advogados com protesto em frente ao Fórum Ruy Barbosa e caminhada até o Tribunal de Justiça. O objetivo é chamar a atenção da sociedade para os problemas do judiciário, que provocam a conhecida morosidade. "Costumo dizer que a justiça da Bahia não é morosa, ela é ausente", classifica o presidente da ordem, Dinailton Oliveira.
