
Cinco dias após ter sido espancado pelo próprio irmão, João Santos Ferreira Filho, 46 anos, morreu na manhã de ontem com traumatismo craniano. Ele foi agredido com diversos golpes de barra de ferro na região da cabeça, pelo irmão Joelson Santos Ferreira, 32 anos, na última sexta-feira, na localidade da Vila dos Combatentes, bairro de Itapuã. Ele foi socorrido para o Hospital Geral do Estado (HGE), em estado gravíssimo. Em depoimento a delegada Francineide Moura, titular da 12ª delegacia, o acusado alegou legítima defesa.
De acordo com informações de uma das irmãs da vítima e do agressor, o motivo da briga foi a disputa pela residência da família, localizada no bairro de Itapuã. João era casado e morava na Suíça.
Frequentemente ele vinha a Salvador visitar os parentes. "Todos os irmãos possuem residência própria, menos Joelson. Por morar lá com a esposa, ele se sentia o dono e não permitia que os outros irmãos ficassem no local. A casa é de todos porque pertence a nossa mãe.", contou a irmã.
J.F.A, 33 anos, sobrinha da vítima , revelou acreditar que o crime teria sido premeditado. Segundo ela, os irmãos brigavam constantemente pelo mesmo motivo. Na última sexta-feira pela manhã, eles discutiram e Joelson ameaçou João de morte. A vítima chegou a ir até a delegacia, onde registrou um boletim de ocorrência do fato. Horas depois, os dois brigaram novamente. Joelson pegou uma barra de ferro e desferiu vários golpes na cabeça do irmão.
João foi socorrido para o Hospital Menandro de Farias, mas devido à gravidade dos ferimentos, foi transferido para o HGE. A família informou que segundo o boletim médico, ele teve traumatismo craniano. Os golpes adentraram cinco centímetros de profundidade na cabeça da vítima. "Ele é um monstro. O irmão criava o filho dele na Suíça com todo amor e mesmo assim teve coragem de matá-lo. Certa vez, ele até ameaçou a própria mãe de morte.", disse J.F.A. "Ele contou que revidou a agressão do irmão com um murro no rosto.", afirmou. Chocada com o crime, a mãe dos irmãos, que não quis se identificar, contou que morava na Suíça com João, que é o filho mais velho. "Meus dois filhos. Não acredito que isso tenha acontecido comigo. Só desejo que justiça seja feita. Ele não tinha motivos para matá-lo. Morava na casa com a mulher e tinha pequena empresa que fabricava bombas.", desabafou.