Igaporã: suposto caso estupro em transporte escolar.
A senhora Maria Cláudia Teixeira Bizerra, denunciou um possível estupro, do qual foi vítima sua sobrinha menor T.T.B., 15 anos, portadora de deficiência mental, por um motorista, em um dos veículos pertencentes à frota de transporte escolar municipal da cidade de Igaporã, quando os alunos retornavam para suas residências.
A mensagem da senhora traz informações sobre o estado emocional da família da menor, profundamente abalada e vítima de ameaças por parte do acusado do crime. Denuncia, ainda, o que considera a falta de providências por parte das autoridades do município, referindo-se nominalmente ao Delegado Substituto Dr. Clécio Magalhães.
A site Rádio Igaporã parceiro do Caetité Notícias conversou por telefone, com a Diretoria Municipal de Transportes, que informou que após ser notificada sobre o caso, afastou o motorista de suas funções. A Diretoria aguarda o desfecho das investigações para adotar outras providências cabíveis.
Segundo o Delegado de Igaporã Dr. Clécio Magalhães, o inquérito está seguindo os trâmites normais, com duas testemunhas já ouvidas e outras que prestarão informações ainda nesta semana. Posteriormente, será colhido o depoimento do acusado, aqui identificado pela inicial M.
O Delegado informou que após o registro do Boletim de Ocorrências (B.O), no dia 29 de agosto, a menor foi encaminhada para os exames periciais, cujos laudos ainda são aguardados pela Polícia Civil. Foram ajuntados ao inquérito um relatório do Conselho Tutelar e um ofício do Ministério Público, denunciando o fato.
Dr. Clécio alega dificuldades para exercer suas funções de forma satisfatória. Por ter que atender três cidades (Tanque Novo como delegado titular, Matina e Igaporã como delegado substituto), além de plantões em Guanambi, nos finais de semana, e não contar com pessoal apto para o trabalho nas delegacias (ele exerce também a função de escrivão), os inquéritos estão sofrendo atrasos em suas conclusões.
O Delegado conclama a sociedade para cobrar das autoridades competentes providências sobre a cadeia pública de Igaporã, interditada judicialmente, há cerca de cinco anos, por não apresentar condições de acolher detidos em suas instalações. Os indivíduos presos são encaminhados para cidades vizinhas, como Guanambi ou Tanque Novo.
O site Caetité Notícias continua acompanhado o caso.
