Homem alega 'saudades' de amigo para violar túmulo.
Saudade. Essa foi a razão alegada por Édson Vieira, 59 anos, para a violação de um túmulo no Cemitério Municipal de Conselheiro Lafaiete, em Minas Gerais. Preso na última quinta-feira, após denúncia de pessoas que passavam em frente ao cemitério, o acusado afirmou à polícia que teria cuidado de José Marques Pereira, mais conhecido como "Zé Grande", até sua morte, há pouco mais de um mês, e que estaria sentido falta do amigo.
Ex-andarilho, Vieira mora de favor no barracão de um time de futebol amador da cidade. De acordo com o inspetor José Tadeu Albuquerque, da Delegacia de Conselheiro Lafaiete, quando a polícia o abordou, o caixão já havia sido retirado do túmulo. Segundo o policial, o acusado pode responder pelo crime de violação de túmulo, artigo 210 do Código Penal, com pena prevista de um a três anos de detenção.
Segundo a polícia, o falecido "Zé Grande" também seria um andarilho. Édson Vieira negou, em depoimento, ter aberto o caixão para buscar bens do amigo. Nenhuma análise psicológica foi realizada no acusado.
