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Homem acusado de perseguir e agredir procurador-geral de Iuiu é preso na Bahia.
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Homem acusado de perseguir e agredir procurador-geral de Iuiu é preso na Bahia.

Um homem identificado como Angelo Márcio de Oliveira Almeida foi preso na manhã desta quinta-feira (29), acusado de perseguir e agredir fisicamente o advogado Phelipe Alves de Almeida, procurador-geral do município de Iuiu, no sudoeste da Bahia.

A prisão preventiva foi cumprida por determinação da Vara Criminal da Comarca de Carinhanha, após decisão judicial proferida em 15 de outubro, a pedido da vítima e com manifestação favorável do Ministério Público da Bahia (MP-BA).

Segundo os autos do processo, os conflitos teriam começado após o advogado atuar judicialmente em uma ação de cobrança de pensão alimentícia em defesa da filha do acusado. Em novembro de 2025, Angelo Márcio teria arremessado um tijolo contra o veículo do profissional, fato que motivou uma ação penal por coação no curso do processo.

Em abril de 2026, a Justiça determinou medidas cautelares para proteger o advogado, incluindo a proibição de aproximação a menos de 300 metros e de qualquer contato com ele. As restrições, porém, não teriam impedido um novo episódio de violência.

De acordo com a decisão judicial, na noite de 4 de outubro, por volta das 23h40, o acusado teria surpreendido o advogado na Praça Abílio Pereira, no centro de Iuiu, e desferido um soco na região da orelha esquerda da vítima. Em seguida, teria pegado uma garrafa de vidro para continuar as agressões, sendo contido por pessoas que estavam no local.

O procurador-geral recebeu atendimento no Hospital Municipal Edvaldo Pereira Magalhães, onde foram constatados hematoma na orelha esquerda, trauma contuso e taquicardia.

Ao determinar a prisão preventiva, o magistrado considerou o histórico de episódios e o suposto descumprimento das medidas judiciais, apontando risco à integridade física da vítima. A decisão também determinou a abertura de um novo inquérito policial para apurar a agressão e a comunicação do caso à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na Bahia, e à Subseção de Guanambi.

O acusado permanece à disposição da Justiça. A prisão preventiva não representa condenação definitiva, e ele tem direito à presunção de inocência até o julgamento.

Por Clóvis Junior – MTBE: 7281/BA

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