Gerentes são mantidos reféns em agência bancária.
A agência da Caixa Econômica Federal de Barreiras (870 km de Salvador) não funcionou depois que 10 assaltantes mantiveram as famílias de dois gerentes como reféns durante toda a madrugada e manhã nesta sexta-feira e levaram uma quantia não divulgada em dinheiro.
Os gerentes Antônio Vicente Pereira Neto e Jailson Brito foram rendidos às 19:30 horas de quinta feira, um ao sair da agência e outro em casa com a família. Depois todos foram levados para um matagal onde ficaram sabendo do plano de assalto.
Enquanto as mulheres dos gerentes e seus filhos, totalizando seis pessoas inclusive uma criança de colo, permaneceram no mato, onde passaram toda a noite, os dois gerentes voltaram para a cidade com um dos bandidos, passando a noite na casa de Antônio Vicente. Ontem pela manhã os dois gerentes foram levados ao banco para que efetivassem o assalto, com ordens de agir naturalmente.
Apesar dos bandidos terem saído da agência com naturalidade, sem ostentar armas, várias pessoas que estavam na fila externa para entrar na agência presenciaram a cena. "Eu vi um sujeito magrinho sair do banco com duas caixas de papelão e entrar em uma S10, mas na hora não percebi que era um assalto", disse Carlos Antônio Frantz.
Depois que os assaltantes conseguiram seu intento, abandonaram as famílias dos dois gerentes em um matagal a 18 km de Barreiras, próximo à BR-135. Eles foram encontrados por uma guarnição da Policia Militar de Riachão das Neves que vinha para Barreiras reforçar o trabalho da policia.
Indignação
A sociedade barreirense se assustou com mais este caso de violência. Em frente a agência da CEF, enquanto aguardavam a libertação dos reféns, não foram poucas as manifestações de indignação. "Barreiras está ficando uma cidade perigosa. Eu vim para cá buscando paz e tranqüilidade, mas estou cada vez com mais medo", disse a professora aposentada Ilda Vieira.
Já o ambulante José Freitas se disse prejudicado ao encontrar a agência fechada. "Eu vim de longe porque tinha que depositar um dinheiro hoje. Agora tenho que voltar outro dia. Os bandidos andam soltos por aí, fazem o que querem e a gente é que sofre".
"Antes os ladrões chegavam arrasando tudo à bala e hoje agem na surdina. Estão cada vez mais perigosos. Todos dia a gente sabe de alguém que foi assaltado. Espero que a polícia dê fim a essa impunidade", desabafou o vendedor autônomo Josiel Rosa.
