
Com audiência marcada para este dia 28 de fevereiro, no fórum de Condeúba, município distante 660 quilômetros de Salvador, o micro-empresário de comunicação Manoel Silvano Correia, conhecido popularmente como ?Mineiro Som?, ainda não tem a segurança de que seus prejuízos, causados por um ex-gerente do Banco do Brasil, segundo sua queixa, serão ressarcidos pela instituição bancária, uma vez que o então responsável pela agência daquele município, João Élison Nabuco Santos, posteriormente demitido, desviou um montante de R$ 37.000,00 de duas contas correntes da vítima.
Os fatos aconteceram há quase onze anos, com o primeiro registro de transferência indevida datado de 22 de abril de 1996, seguido por outros saques transferências que gerou uma auditoria na agência Banco do Brasil, prefixo 1048-0, que funciona no prédio da Prefeitura Municipal de Condeúba. Na ocasião, segundo informou Manoel Silvano, os auditores do banco que realizaram a conferência da queixa, comprovando-as uma vez que gerou demissão, deram a garantia verbal que a Superintendência de Barreiras faria a reposição dos valores reclamados, o que não aconteceu.
Assim que o fato foi denunciado, no final do ano de 1996, houve um bloqueio na conta da vítima, ?para que eu não pudesse ter acesso a outros levantamentos?, diz Manoel Silvano, que também alega que, a partir daí sua vida financeira se complicou, a ponto de ter que vender um espaço que construíra para eventos na cidade de Guanambi, Bahia, e um prédio onde funcionava seu escritório de contatos, depósito e na parte superior tinha sua residência, na Rua santa Catarina, em local valorizado da cidade. Há muito não tem notícias de João Élison, que segundo informações hoje é auditor fiscal no Estado de Goiás.
As transferências realizadas em 1996, e levantadas pela auditoria, conforme documento GEREN 2202/038, pela Unidade Regional de Reestruturação de Barreiras, do Banco do Brasil, aconteceram em 22 de abril no valor de R$ 3.500,00 para a conta corrente da esposa do ex-gerente; em 26 de junho no valor de R$ 12.630,00 para conta de uma empresa fornecedora de equipamentos de som com quitação de dívida do correntista, sendo que Manoel Silvano nega, uma vez que nunca lhe foi apresentada à fatura alegada pelo gerente.
Ainda pelo documento do Banco do Brasil, em 23 de abril de 1996 foi sacado da conta de Manoel Silvano e creditado na conta do ex-gerente João Élison a quantia de R$ 2.000,00, assim como em 23 de outubro do mesmo ano foi transferido para a mesma conta o valor de R$ 3.500,00, e finaliza que em 22 de abril uma importância foi retirada da conta corrente o valor de R$ 1.500,00 a favor de Jarbas Jampietro Bastos, pessoa desconhecida da vítima.
?Tenho sofrido problemas morais, desgaste emocional, difamação, uma vez que daquele período até o atual desequilibrei minhas finanças, com conseqüente redução do patrimônio?, lembra Manoel Silvano, que espera agora que finalmente aconteça a justiça, e que o Banco do Brasil se responsabilize pelos danos causados pelo seu preposto contra ele. ?Afinal são dez anos, tempo em que fiquei só ouvindo evasivas, e nada de concreto aconteceu?, diz.