Fonte: Correio da Bahia
Impasse mantém universidades estaduais baianas sem aulas.
Os professores das universidades estaduais continuam em greve por tempo indeterminado. O impasse entre os docentes e a secretária estadual de educação, Anaci Paim, continua: enquanto os grevistas cobram a assinatura de um termo de compromisso e a secretária diz que parte do acordo firmado já foi cumprida, 52 mil alunos permanecem em férias forçadas nas quatro universidades estaduais. Esta semana, uma decisão do Tribunal de Justiça determinou o pagamento dos salários dos professores da Uneb e do plano de saúde de todos os grevistas. A paralisação dos 3.300 docentes da Uneb, Uefs, Uesb e Uesc já dura dois meses e meio, e entre tentativas de negociação e reuniões frustradas, o impasse pode comprometer todo o calendário letivo. O vestibular da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), programado para este fim de semana, está mantido. Os professores querem a assinatura de Anaci Paim nos acordos. 'Continuamos aguardando que a secretária se manifeste e acreditando que ela vá nos receber em audiência e assinar o termo de compromisso já ratificado pelo Fórum de Reitores, formalizando os acordos verbalizados nas negociações até aqui', coloca a professora da Uneb e membro do comando de greve, Luciana Teixeira. Os principais pontos do acordo incluem o aumento das verbas do orçamento para as universidades, a recomposição salarial (com a incorporação das gratificações aos vencimentos), a reforma do estatuto do magistério superior e discutir a progressão funcional (plano de carreira).
