Fifa confirma horários dos jogos da Copa.
Seleção Brasileira estréia no Mundial da Alemanha contra a Croácia no dia 13 de junho, em Berlim, às 16h (horário de Brasília)
Parreira e Zagallo sabem da importância de a Seleção ter um bom começo na Copa da Alemanha em 2006
LEIPZIG, Alemanha - Em comunicado oficial, a Fifa divulgou, ontem, a tabela atualizada de horários dos jogos da Copa do Mundo 2006. Após o resultado do sorteio dos grupos, na noite de anteontem, a entidade se reuniu com TVs detentoras dos direitos de transmissão e decidiu pela mudança de horários de 16 das 48 partidas da primeira fase. Entre elas, duas do Grupo F, o do Brasil. Na segunda rodada, Brasil x Austrália começará às 13h de Brasília (18h de Munique) e não mais às 10h de Brasília (15h de Munique). E Japão x Croácia passou para as 10h de Brasília (15h de Nuremberg). Os dois confrontos serão disputados num domingo (18 de junho). O Brasil estréia dia 13 de junho, contra a Croácia, em Berlim, às 16h (de Brasília).
Não aconteceram alterações nas partidas das oitavas-de-final, das quartas-de-final e das semifinais. Também a decisão do terceiro lugar está mantida para 16h de Brasília (21h de Stuttgart) no dia 8 de julho. A final, no dia 9 de julho, começará às 15h de Brasília (20h de Berlim), sem mudança, portanto.
Na noite de anteontem, o Brasil parou em frente à televisão. Para os raros brasileiros alheios ao sorteio dos grupos da Copa do Mundo, em Leipzig, era difícil entender o motivo de tanta preocupação com os adversários da Seleção na primeira fase, já que especialistas do mundo inteiro apontam o time de Carlos Alberto Parreira como um dos finalistas em 2006. Mas a história do pentacampeonato do Brasil mostra a importância de um bom desempenho nos jogos contra Croácia, Austrália e Japão para quem sonha erguer a taça em 9 de julho.
Além do caminho teoricamente mais fácil em caso de conquista do primeiro lugar do grupo, as campanhas nas fases iniciais das Copas de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002 têm algo em comum: Vicente Feola, Aymoré Moreira, Zagallo, Carlos Alberto Parreira e Luís Felipe Scolari fizeram, nos primeiros jogos, alterações que acabaram vingando até as decisões.
Já entrou para a história das Copas, por exemplo, a imagem de Kléberson arrancando pela direita na jogada do segundo gol do Brasil na final contra a Alemanha em 2002. Mas, não fossem os testes de Felipão no terceiro jogo do Brasil naquela competição, contra a Costa Rica, talvez não acontecesse o passe para Rivaldo, que deixou a bola chegar a Ronaldo. Kléberson, que só garantiu vaga na família Scolari nos amistosos após as eliminatórias, começou a Copa no banco de reservas. O jogador só teve sua chance no segundo tempo do jogo contra a Costa Rica porque o Brasil já havia conquistado a classificação antecipada com as vitórias sobre Turquia (2x1) e China (4x0). Kléberson voltou a entrar no segundo tempo das oitavas, contra a Bélgica. Nas quartas, contra a Inglaterra, já era o dono da vaga de Juninho Paulista.
Na campanha do tetra, os jogos da primeira fase serviram para que Parreira desistisse de Raí e optasse por Mazinho. Raí fez um gol de pênalti e participou de todo o jogo de estréia contra a Rússia (2x0), mas foi substituído nos dois jogos seguintes. O ex-meia do São Paulo entrou no segundo tempo contra Holanda (quartas) e Suécia (semifinal), mas não participou da decisão contra a Itália. Foi também na primeira fase que Ricardo Rocha se machucou e abriu espaço para Aldair brilhar ao lado de Márcio Santos. Aldair e Márcio Santos, um dos pontos fortes daquela Seleção, se entrosaram na primeira fase.
