
A Mesa da Câmara deve publicar ainda hoje um ato para normatizar a vestimenta dos deputados no plenário. A norma tem o objetivo de impedir o deputado Mão Branca (PV-BA) de continuar freqüentando as sessões usando um chapéu de couro no estilo sertanejo.
A Folha Online apurou que a decisão foi tomada hoje na reunião da Mesa Diretora a pedido do primeiro vice-presidente da Casa, deputado Nárcio Rodrigues (PSDB-MG), um dos mais incomodados com o acessório do colega, e que contou com o apoio dos demais integrantes.
Questionado se iria mandar Mão Branca tirar o chapéu, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), fez suspense. "Vocês vão ver", disse.
Mão Branca disse que vai resistir até o final para ter o direito de usar o chapéu. "Quando me candidatei, os meus eleitores sabiam que eu usava o chapéu e eu não vou tirar", disse.
O deputado considerou uma "perda de tempo" a Câmara discutir o tipo de roupa que os parlamentares devem usar no plenário e considerou preconceituosa a reação ao seu chapéu. "Se eu estivesse com um colar de diamantes ninguém diria nada", protestou.
Segundo a Folha Online apurou, o ato da Câmara deve definir que os deputados só podem participar das sessões usando calça comprida, paletó e gravata. A medida irá proibir adereços como chapéu e bombachas, entre outros.