Deputado do PSDB ameaçou expulsar Luis Augusto do partido.
Candidato derrotado da oposição, o deputado Marcelo Nilo (PSDB) não aceita a volta do PMDB à bancada de oposição. Ele foi o principal articulador da expulsão dos peemedebistas. Entretanto, perdeu voz na minoria ao não conseguir convencer o próprio partido de que poderia ser um bom presidente para a Assembléia Legislativa. Além disso, mostrou que não exerce controle ou influência no ninho tucano, nem para liderar um parlamentar de primeiro mandato e que tomou posse no mês passado: o deputado Luís Augusto Moraes (PSDB), sobrinho do prefeito de Guanambi, Nilo Coelho (PSDB).
"Como é que podemos ser convencidos pelo deputado Marcelo Nilo de que o PMDB deve ficar fora da bancada de oposição se ele não conseguiu convencer um companheiro de partido a votar nele, na eleição da Mesa? É contraditório. Marcelo Nilo não perdeu apenas a eleição para a presidência. Perdeu também voz dentro da bancada, afinal, ele próprio também chegou a fazer campanha para o deputado Clóvis Ferraz (PFL)", afirmou um deputado da oposição.
Segundo o parlamentar, Nilo - que ficou nervoso durante a votação dos componentes da nova mesa diretora -, está indignado com a tentativa de reaproximação do PMDB, confirmada pelo líder da minoria, deputado Walmir Mota (PPS). Anteontem, ao saber da articulação, tentando dar uma resposta à oposição de que tinha o comando do PSDB, ele ameaçou, aos berros, expulsar o deputado Luís Augusto Moraes do partido. Os dois discutiram e, após a interferência de Nilo Coelho, Marcelo Nilo recuou e disse que expulsaria Moraes da oposição.
Ao declarar o voto no candidato do governo, Moraes afirmou que Nilo pediu que o PSDB votasse no deputado Clóvis Ferraz. E ressaltou que não iria voltar atrás na palavra empenhada de que votaria no governista, quando o seu companheiro de partido decidiu relançar a candidatura, na última segunda-feira. Nilo desistiu de renunciar por não aceitar a participação do PMDB numa chapa única para disputar a mesa diretora.
