Decisão sobre reabertura do comércio em Guanambi ficará para a próxima segunda-feira.
Em uma reunião acalorada ocorrida na manhã desta sexta-feira (3), no Centro de Treinamento Pedagógico (Cetep), executivo municipal e comerciantes de Guanambi discutiram as ações de enfrentamento ao coronavírus (Covid-19).
Boa parte dos comerciantes presentes exigiu que a prefeitura não renove os decretos vigentes e permita a reabertura dos comércios no município. Eles afirmaram que podem tomar medidas para evitar aglomeração de pessoas e continuarem com suas atividades normalmente.
A palavra do prefeito Jairo Magalhães foi pela permanência da proibição pelo menos até o dia 12 de abril, em consonância com as orientações de sua equipe de Saúde. Porém, após os comerciantes alegarem que o prejuízo de mais uma semana parada seria grande, o prefeito voltou atrás e decidiu marcar para a próxima segunda-feira (6) a reunião entre o comitê de enfrentamento e representantes que serão eleitos pelos comerciantes.
O decreto com as restrições ao comércio vale justamente até a próxima segunda-feira. A vontade das autoridades de saúde é pela prorrogação do prazo. Entretanto, a decisão vai ser tomada após esta reunião.
Representantes da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) defenderam um revezamento do comércio, com os estabelecimentos abrindo em dias alternados. No entanto, os comerciantes que querem abrir seus comércios todos os dias afirmaram que não se sentem representados pela entidade.
O ex-secretário de Saúde e membro do comitê de enfrentamento André Moitinho disse que as medidas ainda são necessárias. “Não há nenhum capricho da prefeitura em deixar o comércio parado e o povo morrendo de fome. Mas sim, estamos priorizando a saúde”, disse.
Moitinho disse ainda que o fato de não haver casos na cidade se deve às medidas tomadas pelos órgãos de saúde municipais. “Não há dúvidas de que o motivo de não haver nenhum caso de coronavírus em Guanambi, é graças iniciativa da secretaria de Saúde. Mas óbvio que vai chegar, não somos uma ilha. Mas estamos programando para que não seja tão agressiva e não traga tanto prejuízo”, disse.
Ele ressaltou que a iniciativa do isolamento é uma forma de dar tempo aos governos, prefeitos e todos de criarem medidas para tirar as pessoas da rua, adaptar os hospitais, ajustar tudo. “Em Guanambi não há 20 respiradores e são para atender a todos os municípios da Região”, concluiu.
As atividades comerciais consideradas não essenciais estão suspensas na cidade desde o dia 23 de março, após a publicação de um decreto municipal. No último sábado (28), a prefeitura emitiu outro decreto permitindo que lojistas trabalhem de portas fechadas oferecendo aos clientes atendimento via telefone ou internet e entrega a domicílio.
