Com ?quatro atacantes?, Parreira não abdica da marcação.
O esquema extremamente ofensivo, com Kaká, Robinho, Adriano e Ronaldo, adotado pela seleção brasileira para a partida deste domingo, contra o Chile, ainda está em fase experimental. É o que garante o técnico Carlos Alberto Parreira, que teme pela defesa ficar muito exposta aos adversários.
Segundo ele, pode-se dizer que o quarteto mágico é formado por atacantes. ?São praticamente quatro atacantes. Se eles não se acertarem, a defesa vai ficar vulnerável?, alertou, deixando claro que Kaká e Robinho não serão meros meias-ofensivos. ?Quero que eles cheguem para complementar o ataque?, disse.
Parreira destacou a importância dos atacantes marcarem a saída de bola dos adversários. ?Se você quer jogar com o time com caráter ofensivo, você tem que voltar para ocupar os espaços. Desde que isso aconteça, essa formação pode funcionar?, declarou. Mas nem somente isso garante o êxito do esquema.
?Não basta ter quatro atacantes. Ter quatro não significa que você vai golear todos os jogos?, ponderou. Sobre a função defensiva dos atletas, o treinador da seleção brasileira foi bem claro: ?Não estou exigindo nada de novo para eles. Simplicidade acima de tudo. Pragmatismo total. Nada de diferente?, decretou.
Parreira testou seus quatro atacantes contra um trio defensivo no treinamento desta quinta-feira. ?Colocamos três zagueiros porque esse pode ser uma das maneiras como o Chile irá se apresentar?, explicou, menosprezando o placar do treinamento coletivo. Segundo ele, os adversários do Brasil têm qualidades diferentes das do time reserva.
?Não se pode analisar os resultados dos coletivos. Você nunca tem adversários com a mesma qualidade do time reserva. Coletivo não soma nada em termos de analisar o time adversário?, salientou. Mas, pelo menos uma observação, Parreira tirou desse tipo de treino: ?Temos que segurar mais a bola, que é a nossa melhor característica?.
