
Os dez ciganos acusados de envolvimento no duplo homicídio ocorrido em maio de 2007, no bairro Brasília, em Guanambi, foram colocados em liberdade esta semana pela Justiça local. São eles: Salvador Oliveira Dourado, (Marcílio), Cosme Oliveira Dourado, Gercivá Oliveira Dourado, Robson Moreira das Neves, Solení Rodrigues Oliveira, João Celino de Oliveira, Carlos de Oliveira, Rafael Teixeira da Silva, José Africano Dourado e Adarci de Oliveira. As prisões foram relaxadas devido ao excesso de prazo para a conclusão da instrução criminal, conforme decisão publicada no Diário da Justiça, pelo Juiz Titular da Vara Crime, Dr. Roberto Paulo Prohmann Wolff.
O Fato
De acordo com informações policiais da época, um grupo com mais de dez ciganos teriam invadido um bar localizado na principal praça do bairro e executaram o tenente da PM, Gilson Santiago Messias Junior, 22 anos e o comerciante Paulo Sergio Castro Araújo, de 29 anos, com três tiros cada e vários golpes de arma branca.
Quatro ciganos também foram mortos na ocasião. Renan Oliveira e Castiliano de Oliveira que teriam trocado tiros com policiais militares na estrada de Caetité, Renê de Oliveira que tombou próximo a cidade de Palmas de Monte Alto e Carlos Leone de Oliveira, que foi baleado no interior do bar e morreu a caminho do hospital.
Em outubro deste ano o Juiz substituto da Vara Crime, Dr João Batista Pereira Pinto, havia negado o pedido de relaxamento das prisões dos ciganos. De acordo com a decisão do Magistrado naquela ocasião "Todas as diligências, absolutamente todas, que ainda não foram cumpridas, foram requeridas pela defesa que inclusive, insistiram na sua realização, o que impediu a prolação da sentença de pronúncia ou impronúncia dos acusados".
Na decisão o Juiz afirmou que não havia um único ato processual que pudesse ser imputado ao Poder Judiciário como o responsável pelo julgamento dos acusados com excesso de prazo e que por outro lado não havia uma única prova de que a defesa tivesse diligenciado o cumprimento das cartas precatórias expedidas para ouvir testemunhas arroladas pela defesa em Comarcas as mais diversas, portanto não haveria de se falar em excesso de prazo.
Por outro lado, há informações de que instâncias superiores em Brasília já haviam dado pareceres favoráveis ao relaxamento das prisões pelos mesmos motivos.
Depois de quase dois anos e meio de prisão, os dez ciganos vão aguardar a conclusão do processo em liberdade.