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Cão ataca e mata bebê de um mês
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Cão ataca e mata bebê de um mês

Ígor, um husky siberiano de 11 anos, foi até o quarto onde dormia Alessandra, a filha da caseira, e puxou-a pela cabeça. O ataque inesperado de Ígor, um cão da raça husky siberiano, resultou na morte de Alessandra, bebê de apenas um mês de idade, filha da caseira Alessandra da Conceição Santos. A menina foi puxada da cama e teve parte do cérebro destruído pelas presas do animal. O fato ocorreu na manhã de ontem em uma casa de praia na localidade de Barra de Itariri, no município de Conde, a 220 km de Salvador, no Litoral Norte. O cachorro pertence a um casal belga que havia alugado a casa, por temporada, a uma família francesa. A morte violenta da criança abalou a cidade, principalmente porque o cachorro era tido como manso e afável. O dono do animal, o belga Raymond Roger Mairer Joseph, ficou abalado com o ocorrido e confirmou que Ígor, de 11 anos, jamais atacou alguém. Alessandra, mãe do bebê, trabalhava há dois anos para os proprietários e retornara da licença-maternidade havia uma semana. DESESPERO ? Sem ter quem cuidasse da criança que, inclusive, amamentava, Alessandra se instalou em um dos quartos do fundo e fazia o trabalho doméstico. De vez em quando, corria até o quarto para ver a filha. E foi o que ocorreu ontem. Por volta das 10 horas, em uma das idas ao quarto, ela se deparou com um quadro assustador: o mosquiteiro estava rasgado, e a criança caída ao chão com parte da cabeça despedaçada sobre uma poça de sangue. Apavorada, Alessandra saiu gritando e chamando a atenção dos patrões que também entraram em pânico. Naquele momento, o cachorro ainda estava com a boca manchada de sangue. O caso foi levado à titular da Delegacia de Proteção ao Turista de Conde, Helemarie Seixas de Lucena, que também realizou o levantamento cadavérico. Em seu depoimento, Raymond se disse surpreso com o comportamento do animal, tido como manso e criado com afeto pelo casal, que não tem filhos. Na avaliação preliminar da delegada Helemarie Seixas, o cachorro, que encontrara a porta apenas encostada, entrou no quarto atraído pelo cheiro do bebê e, talvez, pelo instinto de caçador abocanhou-o pela cabeça e jogou-o ao chão, sem ter comido qualquer parte. ?O rostinho estava praticamente perfeito sendo a parte mais atingida a moleira, exatamente onde o animal fixou os dentes para arrastá-la.? Mesmo angustiado, o casal belga decidiu que o melhor seria sacrificar o animal, mas foi aconselhado a entregá-lo a uma instituição. Para evitar qualquer agressão por parte dos nativos ou de familiares da vítima, Raymond preferiu hospedar-se em outro local até os ânimos se acalmarem.
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